Rádio Deutsche Welle (Língua Portuguesa) – 30/04

Cooperação entre Portugal e Moçambique

Por João Carlos, correspondente

O presidente português, Aníbal Cavaco Silva, sublinhou que Moçambique é hoje um país respeitado pela comunidade financeira internacional devido à sua boa governação e transparência, atributos que criam condições para a atracção de investimentos externos. Afirmação feita na presença do seu homólogo moçambicano, Armando Guebuza, que realizou a sua primeira visita de Estado de dois dias a Portugal desde que foi reeleito, acompanhado de 76 empresários; visita esta marcada pela assinatura de vários acordos de cooperação.


Link: www.dw-world.de/portugues

Rádio Deutsche Welle (Língua Portuguesa) – 29/04

Autoeuropa, do Grupo Wolkswagen, é ambiciosa

Por João Carlos, correspondente

Quando muito se tem falado dos reflexos da crise mundial, a Autoeuropa, que constitui um dos maiores cluster automóvel em Portugal, perspectiva fortificar a sua posição no mercado, a qual poderá ser reforçada com a produção de um quarto modelo, cuja decisão não foi ainda anunciada. A meta da fábrica de Palmela, do Grupo Wolkswagen, é ambiciosa: atingir no futuro as 160 mil unidades. Estes dados foram revelados em finais de Abril último num encontro com jornalistas para a apresentação dos resultados de 2009 e perspectivas para 2010.


Link: www.dw-world.de/portugues

Rádio Cadena Cope – 28/04

Portugal se pone a trabajar para no tomarle el relevo a Grecia

Por Begoña Iñiguez, Correspondente

El miedo a que Grecia no sea el único país en apuros está provocando unas caídas del dos por ciento en la bolsa española. Mientras tanto, los portugueses ya se han puesto a trabajar para no ser los siguientes, tras el toque de atención que este martes le dieron las agencias de calificación. Para ello Portugal aplicara en 2010 las medidas de austeridad prevista en el PEC como la modificación del subsidio de desempleo y la subida de los impuestos hasta el 45% de los ingresos a las rentas más altas.

José Sócrates

José Sócrates, primer ministro de Portugal, está decido a que los mercados internacionales vuelvan a tener confianza en Portugal tras el corte en dos niveles del “ratin” de Portugal realizado por la agencia de calificación crediticia Standard & Poor’s, que lo sitúa con la segunda clasificación mas baja de la UE tras Grecia. Lo ha dicho Sócrates en Lisboa tras la reunión con el líder de la oposición, que ha prometido colaborar.

“El Gobierno está determinado para responder  a la situación internacional para que el objetivo del programa de estabilidad con la recuperación económica y las cuentas públicas en orden sea cumplido“, ha señalado el primer ministro.

Para ello Portugal aplicara en 2010 las medidas de austeridad prevista en el PEC como la modificación del subsidio de desempleo y la subida de los impuestos hasta el 45% de los ingresos a las rentas más altas.

La agencia de calificación crediticia Standard & Poor’s ha rebajado la nota de la deuda a largo plazo de Portugal hasta ‘A-’ desde ‘A ‘ con una perspectiva “negativa“, lo que deja abierta la puerta a más recortes de ‘rating’ a medio plazo, ante el incremento de los riesgos fiscales a los que debe hacer frente la economía lusa.

“Esta rebaja de dos escalones refleja nuestra opinión respecto al incremento de los riesgos fiscales a los que se enfrenta Portugal”, dijo el analista de Standard & Poor’s Kai Stukenbrock, quien apuntó que el nuevo escenario económico manejado por la agencia contempla que el Gobierno luso podría tener dificultades a la hora de estabilizar sus elevados niveles de deuda para 2013 y destacó la “debilidad estructural” de las finanzas públicas portuguesas a pesar de las reformas del sector público.

Para ouvir a crónica:


Link: http://www.cope.es/economia/28-04-10–portugal-se-pone-trabajar-no-tomarle-relevo-grecia-163787-1

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 27/03

Greve deixa Brown à mercê de críticas

Por Alison Roberts, jornalista freelance britânica

A greve da TAP foi desconvocada, mas a paralisação dos assistentes de bordo da British Airways, em protesto contra cortes no quadro e nos salários, foi mesmo para a frente, com ramificações altamente políticas.

Nesta greve de três dias, realizada no fim-de-semana passado, 60% dos assistentes de serviço foram trabalhar, segundo a administração da British Airways. Por sua vez, o Unite (o sindicato que representa quase todos os 13 500 assistentes da companhia aérea britânica) garante que a percentagem dos que trabalharam foi bastante menor.

Para a segunda greve, marcada para este fim-de-semana, a empresa só assegurou 70% dos voos de longo curso. Entretanto, ameaçou retirar para sempre o tradicional desconto de 90% para os empregados e seus familiares nos voos da companhia, regalia que não faz parte do pacote contratual – uma medida que o Unite se apressou a descrever como bullying.

Entretanto, com eleições legislativas previstas para Maio no Reino Unido, a greve ficou rapidamente politizada. Acontece que o Unite é o maior financiador do partido no poder. Desde a sua criação em 2007, a partir da fusão de dois gigantes sindicais, forneceu um quarto dos fundos do Labour: 12 milhões de euros que salvaram o partido da bancarrota.

Antes da greve, numa intervenção pública, o primeiro-ministro, Gordon Brown, descreveu-a como “injustificada e deplorável”, mas esta sua pressão não resultou.

A posição de Brown torna-se ainda mais incómoda pelo facto de um dos líderes do sindicato ter sido seu assessor. Uma boa parte da elite dirigente trabalhista foi nomeada pelo Unite, que também já destacou milhares de oficiais para fazer campanha em círculos difíceis. Foi fácil para a oposição aproveitar esta greve impopular para alegar ligações perigosas. Para o Partido Conservador, Brown não pode condenar a greve enquanto aceita dinheiro do Unite. Há alegações de uma “agenda secreta” dos militantes sindicais para controlar o Labour.

Esta acusação não deixa de ser irónica, pois até o nome do partido se deve ao facto de ter sido criado por sindicalistas, há mais de um século. Mas convém aos conservadores lembrar a “sindicato-dependência” do Labour, após as polémicas em torno do financiamento do seu próprio partido.

A saúde americana vista de Londres

Para muitos europeus, a aprovação nos EUA de uma reforma de saúde pôs fim a uma polémica sem sentido. Em Londres, lembra-se com ironia a alegação de um jornal americano que com medicina “socializada” o cientista Stephen Hawking, cujas limitações físicas são conhecidas, não teria sobrevivido. Até Hawking já disse que deve a vida ao serviço nacional de saúde.

Reduzir o défice sem esmagar a economia

Ana Karenina’ começa com a frase “Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes são-no cada uma à sua maneira.” Da situação orçamental na Europa pode dizer-se o contrário. Governos de países tão infelizes nas suas contas públicas como Grécia, Irlanda e o Reino Unido têm o mesmo desafio: reduzir o défice sem esmagar a economia.

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1529705&seccao=Europa

DW Rádio (Língua Portuguesa) – 17/03

Processo de insolvência nas empresas portuguesas

Por João Carlos, correspondente

Mais de 700 empresas portuguesas estão em processo de insolvência, de acordo com os registos do primeiro trimestre deste ano, valor que corresponde a mais 14,7 por cento do que o registado em igual período de 2009. Estes números divulgados recentemente pelo Instituto Informador Comercial dão conta que no ano passado, por essa altura, havia mais de 600 processos nos tribunais portugueses. Um trabalho do correspondente em Lisboa, João Carlos,  que nos fala igualmente da situação na Autoeuropa, do grupo alemão Wolkswagen.

Link: www.dw-world.de/portugues

Para ouvir:


El Triangle Diari de Catalunya – 13/03

Invertir en las energías renovables (versão em castellano)

Por Miguel Rivero

Portugal tiene fijada la meta de que, hasta el año 2020, el 30 por ciento de la energía consumida en el país provenga de fuentes renovables, una meta que es superior a la de misma la Unión Europea. Empresas españolas participan en varios proyectos, desde parques eólicos hasta la energía solar.

Portugal es ya en la actualidad, con varios proyectos en vías de ejecución en el sector de las energías renovables, uno de los países con una meta más elevada entre los 27 miembros de la Unión Europea (UE). La meta europea es de 20 por ciento de consumo de energías renovables en el año 2020, mientras que el Gobierno de Portugal la ha fijado en el 30 por ciento.

El actual Gobierno socialista, que tomó posesión en octubre del pasado año, tiene fijado en su programa el propósito de “asegurar la posición de Portugal entre los cinco líderes europeos al nivel de los objetivos en materia de energías renovables en 2020”. Para ello, pretende aumentar para 8.500 MW el objetivo de producción de energia eólica”, cumplir el Programa Nacional de hidroeléctricas y crear “un nuevo plan nacional para el desarrollo de las mini-hidroeléctricas o Plano Nacional de Barragens e criar “um novo plano nacional para pasar de los actuaales 150 a  1.500 MW y avanzar también en el área de geotermia.

Según estimaciones del presidente de la Asociación de Empresas de Energías Renovables, Antonio Sá da Costa, reflejadas por el diario Público de Lisboa, la meta de energía eólica instalada para el 2012 será de 5.700 megavatios (MW), la producida por las olas de 250 MW, mientras que la hídrica se situará en 6.200 MW en el 2015. Sá da Costa vaticina que, en el 2020, con las inversiones previstas en eólica, hídrica y de olas, Portugal podrá alcanzar una meta superior a la de la UE.

Todo esto sin contar con la inmensa obra en el municipio de Moura (distrito de Beja), donde se construye la mayor central de energía solar del mundo y se aprovecha el primado europeo de 2.550 horas de sol por año, como dijo a los medios lusos de comunicación José María Pos-de-Mina, alcalde de esa localidad.

El 9 de abril del pasado año, al visitar las obras de esta central, el primer ministro portugués, José Sócrates, destacó  la prioridad de su gobierno en utilizar las energías renovables: “La apuesta que hicimos en estos cuatro años en las energías renovables nos coloca en la línea de frente de los países que quieren hacer una revolución verde, a favor del ambiente, pero también de nuestra economía”, dijo Sócrates.

La Central Fotovoltaica de Amareleja (Moura), cerca de la frontera española y en una superficie de 250 hectáreas, es propiedad en su totalidad de la empresa española Acciona, que adquirió en 2006 las acciones en poder de la sociedad propietaria de los derechos de la instalación, Amper Solar.

Portugal cuenta desde febrero de 2009 con otra gran central solar, con capacidad para abastecer de “energía limpia” a unos 8.000 hogares: la Central Solar de Serpa, también en el distrito de Beja.

Según el ingeniero italiano Piero dal Maso, ejecutivo de Catavento, la empresa portuguesa que desarrolló el proyecto, la central producirá 20 gigavatios/hora de energía por año, lo suficiente para ahorrar más de 30.000 toneladas de emisiones de gases de efecto invernadero.

EMPRESAS ESPAÑOLAS

Acciona no es la única empresa española que participa en los esfuerzos del Gobierno luso por dar prioridad a las energías renovables. Pero, para las empresas españolas no ha sido tarea fácil la de penetrar en el mercado luso de energía, tradicionalmente controlado por Energías de Portugal (EDP), antiguo monopolio estatal de la electricidad.

De esta manera, las españolas Unión Fenosa, Iberdrola y Endesa perdieron el 17 de julio de 2008 el concurso – uno de los primeros abiertos a nivel internacional – para construir dos represas lusas, que ganó Energías de Portugal (EDP).

El presidente del Instituto del Agua, Orlando Borges, explicó a los medios de comunicación que la empresa portuguesa presentó “la oferta más ventajosa” para levantar las hidroeléctricas de Alvito (distrito de Beja) y Fridao (distrito de Porto).

Las empresas españolas sólo presentaron propuestas para la construcción de la hidroeléctrica de Fridao, en la región de Amarante.
Para ese proyecto, Endesa hizo una oferta por valor de 150 millones de euros; Iberdrola, por 107, y Unión Fenosa, por 90.
Según Borges, el concurso fue “totalmente transparente, abierto a todas las empresas del sector” y el jurado optó por la propuesta de EDP, que por 232 millones de euros se comprometió a construir ambas hidroeléctricas.

Por suerte, no en todo ha sido así. Ya el 23 de enero de 2009, Iberdrola distribuyó una nota de prensa para informar acerca de su participación “en uno de los proyectos hídricos más importantes en Europa en los últimos 25 años”.

Se trata del Complejo Hidroeléctrico del Alto Támega, en Portugal, con 1.200 MW de potencia, lo que significa una inversión de 1.700 millones de euros entre 2012 y 2018.

En el esfuerzo luso para desarrollar las energías renovables, Iberdrola ya tiene en explotación tres parques eólicos: en Torres Vedras (18 MW) desde 2005, el Alto Monçao (32 MW) desde 2007 y en Alvao (42 MW) desde el pasado año.

Además, según confirmó a este semanario una portavoz de la empresa española, está prevista la construcción de otros dos parques, con cerca de 90 MW de potencia.

En lo que se refiere a Endesa, en 2006 fue adjudicado a un consorcio participado por esa empresa española (30%) la fase A del concurso para la atribución de 1.200 MW de potencia eólica. Esta inversión, estimada en más de 1.500 millones de euros, deberá estar concluida en 2011, lo que reforzará la posición de esa empresa española en el sector eólico en Portugal.

En el sector hídrico, en 2008 le fue adjudicada a Endesa la concesión para la construcción y explotación de la presa de Girabolhos, en el río Mondego, donde será instalado un sistema reversible de 360 MW. Esta inversión (cerca de 400 millones de euros) deberá estar en marcha en 2015.

Un representante de Endesa en Portugal se refirió a este esfuerzo para ayudar a eliminar el CO2 de la atmósfera, pero agregó que resulta “imperativo que el poder político llegue a un consenso amplio y global en esta materia, para reducir la incertidumbre y dar una señal clara a la industria energética”.

En septiembre del pasado año estuvo de visita en Lisboa la enviada especial de la ONU para el cambio climático, la noruega Gro Harlem Brundtland,  quien avisó  de que el mundo podrá verse abocado a una crisis climática si no se reducen las actuales emisiones de gases hasta la mitad, en 2050.

“Las concentraciones de gases con efecto invernadero han aumentado como resultado de la actividad humana”, ilustró la enviada de la ONU, quien tildó de “irresponsable e inmoral” la situación actual de calentamiento global.

Brundtland defendió que el “tiempo de diagnóstico acabó”, por lo que ahora “es tiempo de actuar” y apeló a la responsabilidad empresarial, a la hora de invertir en el sector de la energía.

(Despiece)

PREVER EL FUTURO

Recientemente, el primer ministro de Portugal, José Sócrates, reafirmó su “apuesta fuerte” por las energías renovables, como fórmula para hacer frente al impacto de los precios del petróleo y garantizar el futuro.
“Resulta absolutamente fundamental que el país tome conciencia de que no debe ser tan dependiente del petróleo”, dijo el gobernante socialista, para quien la mejor manera de reducir esa dependencia es aumentar el porcentaje de electricidad producida con energías renovables.
Sócrates defendió las fuentes energéticas sostenibles en la localidad septentrional de Viana do Castelo, cerca de la frontera con España, durante su visita a una fábrica de aspas de rotores para producción de energía eólica.

Sócrates recordó que durante las dos anteriores crisis de los precios del petróleo “todos dijeron que era necesario reducir la dependencia, pero no se hizo nada”

Si ahora no se toman medidas, añadió el primer ministro, “nadie nos perdonaría si de aquí a 15 ó 20 años otra generación sufre una nueva crisis.

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 27/02

Etanol deve virar “commodity”

Por Jair Rattner, correspondente do jornal O Estado de S. Paulo

Após 35 anos, o Brasil deu o salto para transformar o etanol numa commodity (mercadoria) com valor negocial internacional. O álcool feito de cana-de-açúcar usado como combustível obteve da Agência de Protecção Ambiental dos EUA a avaliação do seu grau de redução na emissão de dióxido de carbono em relação à gasolina: 61%.

O valor é muito superior ao etanol feito de milho – produzido nos EUA – que apenas alcança redução de 21%, e ultrapassa o celulósico, que está em desenvolvimento e não chega a 60%. A importância da decisão é que abre o mercado norte-americano de 40 mil milhões de litros anuais ao etanol brasileiro e deverá servir como certificação para outros mercados.

Hoje, o etanol é utilizado principalmente como aditivo para a gasolina, numa percentagem que pode chegar nos automóveis normais a 20%. Este torna o combustível menos poluente e substitui o chumbo, que era usado até há alguns anos e é altamente poluidor.

No Brasil, desde 1979, são produzidos veículos que em vez de gasolina usam álcool. A partir dos anos 90, surgiram os veículos flex, que funcionam tanto com gasolina como com uma mistura de até 15% de etanol. No Brasil, foi desenvolvido o total flex, que detecta electronicamente o combustível e pode funcionar com qualquer quantidade de etanol, até 100%.

Para chegar aos 61% menos poluente, foi analisada não só a utilização do etanol como combustível mas as consequências do uso da terra para plantar cana-de-açúcar. Foi necessário desmentir que esta cultura seja responsável pelo desmatamento da Amazónia tanto directa como indirectamente, expulsando para lá outras culturas e a pecuária. Há no Brasil terra suficiente para acomodar as outras produções fora da Amazónia.

Além disso, a energia utilizada nas fábricas de cana é produzida a partir da biomassa gerada pelo bagaço da cana depois de moída, o que torna a sua produção mais limpa – na maior parte das fábricas de etanol a partir de milho, a energia utilizada é o gás natural.

No entanto, decisão da Agência de Protecção Ambiental norte- -americana surge num momento em que a produção de etanol brasileiro está em queda, devido ao aumento do preço do açúcar, desencorajando o uso da matéria -prima para produzir combustível.

Concentração

A produção de etanol no Brasil passa por uma grande concentração. Numa cultura que vem desde o século XVII, da época do Brasil colónia, a produção deixou de ser feita pelas famílias tradicionais, passando para grandes grupos económicos. É o fim dos “coronéis” do sector.

Internacionalização

O capital estrangeiro também chegou ao etanol. Actualmente, 25% do etanol é produzido por empresas cuja sede é fora do país. O maior produtor, a brasileira Cosan, criou uma empresa junto com a Shell para tornar o etanol um combustível global. O segundo maior produtor está na mão de franceses.

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1506013

Conferência sobre fibra óptica aponta 186% de crescimento em Portugal

Por Fanny Chevillotte

Pela primeira vez, Portugal pode orgulhar-se de entrar no ranking das economias europeias que lideram o mercado que leva a fibra óptica até casa do utilizador. Tal facto converge com a realização da 7ª Edição da FTTH (Fiber to the home) Council Europe (entre os dias 24 e 25 na FIL Parque das Nações) uma iniciativa do sector das telecomunicações, constituída por mais de 120 empresas líderes do sector no mundo, e que promove a disponibilidade do acesso rápido ás redes de fibra óptica por consumidores e empresas.

“Há pouco mais de um ano atrás, os operadores portugueses assinavam com o seu Governo um acordo de cooperação para a entrega de fibra óptica, e os resultados já são tangíveis”, afirma Karel Helsen, Presidente do FTTH Council Europe. Com a forte concorrência entre os operadores de telecomunicação – PT e Sonaecom, os preços diminuíram para os consumidores, o que explica o aumento de 186% no número de subscritores de acesso ás redes de fibra óptica, em apenas um ano.

Este “caso de sucesso” foi sublinhado durante um dos discursos de abertura, pelo Primeiro-Ministro José Sócrates: “houve um crescimento de 475 % dos números de casas portuguesas passadas pelas redes de fibra óptica ” (um total de 1,15 milhão de casas em Dezembro 2009), e o objectivo é tornar-se o primeiro pais totalmente coberto pela rede – o que parece, em certas situações geográficas, uma utopia.

O FTTH Coucil Europe tem como objectivo principal acelerar a disponibilidade do acesso ás redes de fibra óptica porque a FTTH não se resume ao acesso a Internet, mas aplica-se também aos serviços, entretenimento, e às empresas, permitindo o trabalho a partir de casa. Para Karel Helsen, “o melhor momento para investir na fibra é hoje”, alguns operadores indecisos correm o risco de falhar o ponto essencial. O Google, que quer criar a sua própria rede de fibra óptica, é um dos exemplos mais significantes.

El Correo Gallego – 28/01

Lisboa, asignatura que Feijóo quiere aprobar

Por Begoña Iñiguez

Justo un año después de la visita de Emilio Pérez Touriño a Lisboa, su sucesor al frente de la Xunta, Alberto Núñez Feijóo, estará en la capital portuguesa hoy y mañana para reunirse con las principales autoridades del país y dar un nuevo impulso al ya intenso intercambio empresarial. La visita será maratoniana para la comitiva gallega porque Feijóo quiere dar a Lisboa, la capital política y económica de Portugal, un papel protagonista en la relación bilateral, a diferencia de lo que ha ocurrido en las últimas décadas, cuando el interlocutor era Oporto y la región norte. El presidente de la Xunta sabe que otras regiones españolas, como Extremadura y Castilla y León, han apostado recientemente por Lisboa, que es el lugar donde realmente se toman las decisiones en el país vecino, en detrimento de la zona norte, muy afectada por la crisis y cada vez con menos peso económico.

A pesar de las dificultades financieras, el comercio y las inversiones entre Galicia y Portugal siguen siendo muy dinámicos. Según el Instituto de Comercio Exterior de España (ICEX), Galicia exportó por valor de 1.660 millones de euros entre enero y octubre de 2009 hacia la otra orilla del Miño, una cifra que sólo supera Francia. En el mismo periodo, importó de Portugal bienes y servicios que sumaron 1.220 millones, números que únicamente batió el país galo. Además, muchas empresas españolas confían a directivos gallegos la responsabilidad de sus delegaciones en Portugal. Las Cámaras de Comercio e Industria de A Coruña y Vigo, aprovechando la visita de Feijóo, han organizado misiones empresariales a Lisboa capitaneadas por sus presidentes.

Significativo es el guiño que Feijóo hará a la colonia gallega, bastante olvidada durante el gobierno anterior, ya que su primer acto oficial en la ciudad, nada más llegar, tendrá lugar en el Centro Gallego, un bello palacete donado por el millonario Manuel Cordo Boullosa. El presidente de la Xunta se reunirá con su directiva, descubrirá la placa de honor de la Orden de Isabel la Católica, la más alta distinción que se puede recibir en el exterior, concedida por el rey Juan Carlos al Centro con motivo de su centenario, y presidirá una multitudinaria recepción con la colonia gallega. El día de hoy terminará con una cena en Palhavã, la residencia oficial del embajador español, Alberto Navarro. La agenda de mañana será fundamentalmente política y empresarial, ya que a primera hora de la mañana Feijóo será recibido por el presidente de la República, Aníbal Cavaco Silva, y luego intervendrá en un almuerzo organizado por la Cámara de Comercio e Industria Luso Española, un foro de referencia en Lisboa, en el que se espera la presencia de más de 200 empresarios. El último acto oficial en la ciudad del Tajo, y no por ello menos importante, será la audiencia que el presidente mantendrá con el primer ministro, José Sócrates. El tren de alta velocidad ocupará gran parte de la conversación. El Gobierno luso apuesta firmemente por la línea Madrid-Lisboa, prevista para 2013, y, prueba de ello, es el inicio en pocos meses de la construcción del primer tramo Poceirão-Caya. Más atrasado está el AVE Vigo-Oporto. Todavía resuenan las palabras pronunciadas en noviembre por el ministro de Fomento, José Blanco, en Lisboa, donde reconoció que esta línea no entrará en funcionamiento antes de 2015 y las de su homólogo luso, António Mendonça, que desveló que el trazado entre Braga y Valença podría modificarse por las dificultades orográficas.

El presidente de la Xunta tendrá que hilar fino en su primera visita a la capital portuguesa. Las intenciones a priori son buenas y se intuyen las ganas de recuperar el tiempo y las oportunidades perdidas al sur del Eixo Atlántico. Los resultados los veremos durante los próximos meses.

(http://www.elcorreogallego.es/galicia/ecg/lisboa-asignatura-feijoo-quiere-aprobar/idEdicion-2010-01-28/idNoticia-510649/)

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 31/10

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“Cidade maravilhosa” e hiperinvestimentos

por Renato Mendes

As imensas reservas de petróleo descobertas na região do pré-sal – com início da produção em larga escala programada para 2015 –, a realização do Mundial de Futebol em 2014, e os Jogos Olímpicos de 2016, são eventos de alcance global responsáveis por tornar o Rio de Janeiro no centro de investimentos do Brasil na próxima década. Esta onda de hiperinvestimentos reforça a ideia de um Brasil ufanista alimentada ao longo dos últimos anos, principalmente no mandato do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Internamente, o incontestável resultado desta estratégia política são os índices de aprovação do presidente, superiores a 80%. Lula acredita que o futuro económico do Brasil nos próximos dez anos será a redenção para o povo.

Comenta-se na imprensa brasileira que o ano 2000 é o marco zero do “Brasil potência” e que durante a próxima década a economia brasileira poderá subir três posições no ranking das maiores do mundo, passando a ocupar o 5º lugar. Argumentos não faltam: o mercado interno é grande e está em expansão; o sector industrial brasileiro é diversificado; o Brasil é um dos maiores produtores de bens de primeira necessidade; possui um sistema financeiro sólido; terá uma das maiores reservas de petróleo do planeta; o país liderou o G20 e possui grande visibilidade internacional; e por fim, serão investidos milhares de milhões de reais no Mundial de Futebol e nos Jogos Olímpicos.

Dois dias após a escolha do Rio como sede das Olimpíadas, as Nações Unidas divulgaram o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano, onde o Brasil ocupa o gravíssimo 75º lugar. O Brasil está entre os dez países mais desiguais do mundo, em que os 10% da população mais ricos possuem 43% da riqueza do país, enquanto os 10% mais pobres ficam com apenas 1% da riqueza. Para entender a origem destas desigualdades é necessário uma perspectiva ampla, abrangendo o passado histórico, sem desconsiderar as dimensões continentais do país e a escravidão em sua formação, que é o paroxismo da exclusão social.

O Brasil bateu Barack Obama e os Estados Unidos da disputa pelos Jogos Olímpicos, mas não tirou do poder o corrupto presidente do Senado, José Sarney. O Estado tem a Petrobras, a maior empresa da América Latina, cuja facturação anual é maior que o PIB de vários países, no entanto é incapaz de encontrar soluções para temas como a violência e a discriminação, que emergem de um estado de opressão socioeconómica perpetrada sobre os pobres e miseráveis do Rio e de todo o Brasil, pela classe política e elites brasileiras.

Não se contesta a ascensão do Brasil na geopolítica internacional. Mas esta condição também amplifica e irradia uma face subdesenvolvida e perversa do país, actualmente simbolizada pelas tensões sociais do Rio. A expectativa é grande para que o Rio, na próxima década, seja mesmo transformado numa cidade maravilhosa.

Reservas pré-sal e Pronasci no Rio

O pré-sal será instrumento económico de fomento para indústria brasileira, disse esta semana a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O contributo da Petrobras para a indústria atingirá o montante anual de 20 mil milhões de dólares. A estatal é a única operadora das reservas petrolíferas, logo, responsável para definir os contratos para a exploração, o que justifica o montante.

Foi anunciada pelo ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro, a possibilidade de se criar um Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), especialmente para os Jogos Olímpicos de 2016. A iniciativa terá como objectivo principal garantir a realização pacífica e estável dos Jogos no Rio de Janeiro. O valor do investimento ainda não foi divulgado.

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1406629&seccao=CPLP

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 24/10

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Escândalo no PP debilita Mariano Rajoy

por Virginia López (El Mundo)

Há menos de um mês, Mariano Rajoy surgia nas sondagens como o favorito para vencer as próximas eleições em Espanha. Mas na última semana a popularidade do actual líder da oposição começou a cair. Foi após a sua intervenção directa no Caso Gürtel, a investigação que desde Fevereiro se desenvolve na Audiência Nacional por um alegado caso de corrupção no interior do Partido Popular, que já atingiu a altos responsáveis do partido e conduziu a várias demissões. A mais recente foi ordenada directamente pelo próprio líder conservador Mariano Rajoy. Foi essa decisão a que agora lhe está a custar a perda de confiança por parte dos seus apoiantes. Mais de 70% dos eleitores do PP consideram que a sua má gestão da crise política aberta no partido pelo Caso Gürtel o afasta do governo de Madrid. Segundo o mesmo inquérito, 30% dos eleitores do PP estão insatisfeitos com a actuação do líder popular e 50% acredita que Rajoy não demonstrou autoridade suficiente para ultrapassar a crise.

Apesar das investigações do Caso Gürtel abrangerem várias autarquias governadas pelo Partido Popular, a imprensa espanhola dedicou o maior destaque às suspeitas vindas do governo regional de Valência, no qual foram arguidos, entre outros nomes, o presidente Francisco Camps, e o seu braço direito, o secretário-geral, Ricardo Costa. As distinções que Rajoy fez entre um e outro foram alvo de contestação e puseram em causa a sua liderança. Por um lado, Rajoy pediu a demissão do número 2 valenciano, Ricardo Costa, com o argumento de que o seu cargo de secretário-geral implicava um “acréscimo de responsabilidade política”; mas por outro, quando questionado pela imprensa porque não aplicava o mesmo critério ao número 1 valenciano, o presidente Camps, Rajoy simplesmente disse que este nunca lhe tinha mentido, pelo que o nível de confiança depositado nele mantinha-se inalterado.

Muitos eleitores do Partido Popular não perceberam o apoio de Rajoy a Camps. O presidente valenciano poderia ter participado, a troco de subornos, no jogo das adjudicações de contractos ilegais às empresas fantasmas do principal arguido na investigação, o empresário Francisco Correia, cujo apelido, traduzido ao alemão, deu nome ao Caso Gürtel.

O Caso Gürtel também salpica o governo

A investigação liderada pelo juiz Baltasar Garzón ainda vai dar muito que escrever. O Partido Popular denunciou esta semana que a corrupção também chega até o actual governo socialista. Os populares asseguram que em 2004 o executivo de José Luis Rodríguez Zapatero adjudicou contractos no valor de 300 milhões de euros a empresas relacionadas com o empresário Francisco Correia.

Opel: mais uma década em Espanha

Dos 1.672 despedimentos que a Magna tinha previsto fazer na fábrica espanhola de Opel, os sindicatos conseguiram reduzir o número para 900. Garantiram ainda que a produção da fábrica de Saragoça permanecerá intacta até o verão de 2011. Para o ministro de Indústria espanhol, este acordo assegurará o futuro de Opel em Espanha durante os próximos dez anos.

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1399936&seccao=Europa

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