2º edição do FESTin tem Portugal em destaque

por Thiago Mourão

O FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, inicia sua 2ª edição no dia 26 de Abril com duração até o dia 1º de Maio, no Cinema São Jorge, em Lisboa.

O Festival tem como objetivo fomentar a interculturalidade, a inclusão social  e o intercâmbio cultural entre os países de língua portuguesa, através da divulgação das diferentes culturas e práticas de respeito à diversidade presente nos povos de Língua Portuguesa.

Na edição de 2011, Portugal será o país homenageado. Já o diretor Manuel de Oliveira dará nome à sala 1 do Cinema São Jorge, em uma cerimônia que contará com a presença do prestigiado realizador português e de Antônio Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, no dia 28 de abril às 19h. Após a cerimônia será exibido o filme mais recente do diretor, O Estranho Caso de Angélica.

Em 2011 o FESTin inicia-se com a projeção do filme Lixo Extraordinário, uma co-produção brasileira e inglesa dirigida por João Jardim, Lucy Walke e Karen Harley, produzida pelo diretor brasileiro, Fernando Meirelles. Lixo Extraordinário, nomeado para o Óscar de Melhor Documentário, terá sua primeira apresentação em Portugal, e contará com a presença do artista plástico Vik Muniz e de João Jardim.

O Festival terá atividades paralelas como mesas redondas e debates, para a discussão entre cineastas e estudantes.

Adriana Niemeyer, diretora do FESTin, realça que o caráter itinerante do festival ainda não está completamente concretizado, porém a organização mantém o objetivo fazendo parcerias para levar “uma pequena” mostra do festival, “a partir do segundo semestre”, a alguns países africanos (São Tomé e Príncipe e Moçambique), ao Brasil e também a países que não falam português, como por exemplo a Turquia.

Mais informações sobre o festival: http://festin-festival.com/

Exposição: “Cinema em Portugal – Os primeiros anos”.

Evento em homenagem aos 100 anos da república portuguesa, “Cinema em Portugal – Os primeiros anos”, conta história da cinematografia do país no início da república.

por Thiago Mourão

Exposição: Cinema em Portugal - Foto: Thiago Mourão

Uma viagem nostálgica ao mundo do cinema. Esta é a definição mais exata para a exposição temporária do “Cinema Portugal – Os primeiros anos”, que teve sua abertura oficial na última Quinta-Feira (09), e contou com a presença da ministra da cultura, Gabriela Canavilhas.

Projeto que aborda a introdução da cinematografia em Portugal, passando pela criação dos filmes de ficção e não-ficção e chegando ao fim com o surgimento do cinema com som, está sendo realizado no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, em conjunto com a Cinemateca Portuguesa – Museu de cinema e CNCCR (Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República).

O evento contou com muitos amantes do cinema e, segundo a estudante italiana, Júlia, de 26 anos, “a exposição é algo para quem gosta da essência do cinema”. A exposição conta com uma réplica de uma sala de cinema dos anos 1920 e 30, na qual serão exibidos filmes mudos portugueses, como “Os Crimes de Diogo Alves” (1911), de João Tavares, até “Douro, Faina Fluvial” (1931), de Manoel de Oliveira. O último que celebra 102 anos neste mês, tem uma seção dedicada à seu curta-metragem “Douro, Faina Fluvial”.

Um dos responsáveis pela exposição, Tiago Baptista, na seção onde simula uma sala de cinema da época. Foto: Thiago Mourão

Segundo um dos comissários, Tiago Baptista, “a exposição é dirigida ao espectador do cinema. Ela percorre um pouco da história do cinema em Portugal”.

Quem for até o Museu de Ciências irá encontrar peças raras, como um projetor dos irmãos Lumière, até um álbum com fotogramas que os diretores contrabandeavam na época, além de exemplares de revistas e muitas outras raridades do cinema português.

Os responsáveis, Teresa Barreto Borges, Teresa Parreira e Tiago Baptista, apresentam mais de 300 objetos e documentos da coleção da Cinemateca que contam a história do cinema em Portugal entre finais do século XIX e a década de 1930. A exposição vai até o dia 29 de Maio de 2011.

Período de exibição:9 de Dezembro de 2010 a Maio de 2011
Horário: Terça a Sexta das 10h às 17h; sábados e domingos das 11h às 18h. Encerra aos feriados.
Destinatários: alunos, professores e público em geral

Link: http://www.centenariorepublica.pt/conteudo/exposicaocinemaemportugal

Swissinfo.ch – 20/10

 

Le documentaire suisse s’invite au bord du Tage

Por Marie-line Darcy, swissinfo.ch

Evènement automnal incontournable, le Doclisboa – festival du documentaire à Lisbonne qui dure jusqu’au 24 octobre – rend cette année un hommage à la Suisse avec une section spéciale consacrée à la production helvétique.

Doclisboa, le festival du documentaire Lisboète, a vu grand pour sa VIIIe édition. C’est d’ailleurs de l’aveu même de son programmateur, Augusto M. Seabra, «le plus grand jamais réalisé».

Par sa diversité: compétitions officielles de courts et longs métrages, ses avant-premières, ses masterclass, ses rétrospectives de poids (Joris Iven, Jorgen Leth, Max Ophuls), et par sa qualité, Doclisboa est une fois encore un must du documentaire en Europe.

Durant onze jours, Doclisboa propose quelque 204 films très différents. Pour juger de la dimension de ce festival, il suffit de s’intéresser à la rétrospective Joris Ivens, le cinéaste hollandais, que les organisateurs de Doclisboa présentent comme le «père» du documentaire moderne. Pas moins de 39 de ses films sont montrés à Lisbonne, un fait très rare dans l’histoire du cinéma.

Identité suisse

Qu’est-ce donc qu’être Suisse? Augusto Seabra, écrivain, critique de cinéma et programmateur du Doclisboa, dans un article remarqué, publié dans Le Monde Diplomatique (édition portugaise) soulève la question de l’identité suisse, victime la plupart du temps des stéréotypes de cartes-postales, égratignés dans les années 70 par la vague du cinéma suisse de langue française avec Tanner, Goretta, Soutter ou Yersin.

Puis, il a fallu attendre Fredi Murer et Richard Dindo pour secouer l’image d’Épinal. «La logique suivie par le Doclisboa était donc de «donner à voir» une vitalité contemporaine, et c’est parce que la Suisse possède un cinéma de qualité et de grands cinéastes qu’elle mérite de figurer dans l’hommage que nous rendons à un pays chaque année», renchérit Sergio Tréfaut, directeur du festival.

«Il y a un positionnement politique très clair du festival: montrer des exemples différents de ce que l’on voit ici au Portugal. Et, dans le cas de la Suisse, montrer un documentaire financièrement mieux soutenu, et distribué généralement dans les salles», précise le directeur du Doclisboa.

L’hommage au documentaire suisse n’est pas la seule surprise du festival, puisque le film «Dieu dirait non» (God no Say so) de Brigitte Uttar Kornetsky est dans la section compétition internationale et que trois films suisses figurent dans la section «Investigations».

Une politique payante

En 2009, la Suisse était l’invitée d’honneur du délicieux et imaginatif festival d’animation «Monstra». Toujours en 2009, le film «La Forteresse» de l’hispano-suisse Fernand Melgar avait ouvert la compétition officielle du Doclisboa . Et, en septembre 2010, ce fut au tour du festival de cinéma gay et lesbien Queer d’inviter le cinéma helvétique du genre.

«A ma grande surprise, la Suisse a tout de suite dit oui, et nous a concocté un programme de 24 films de qualité. Nous avons organisé un cocktail autour des cinéastes invités pour l’occasion à l’emblématique cinéma São Jorge de Lisbonne: un vrai succès. Pour moi, et en ce qui concerne le cinéma, Lisbonne c’est comme une éponge: il suffit d’apporter de l’eau pour augmenter ses capacités d’offre», explique avec humour Rudolf Schaller, l’ambassadeur suisse au Portugal.

Sa petite et dynamique équipe multiplie les initiatives pour pouvoir valoriser la culture suisse. Le résultat est payant, visible. Grâce à la résonance rencontrée chez Swissfilms qui finance la présence cinématographique helvétique dans les festivals du Portugal – et dans le monde.

Swissfilms a une stratégie de diffusion claire. «Nous pensons que nous ne pouvons pas avoir seulement un film en compétition internationale. Et que la cinématographie d’un pays ne se résume pas aux derniers films sortis en salles. C’est une histoire du pays à travers différents regards. Et c’est vrai que depuis 2 ou 3 ans on a une bonne cote à Lisbonne», commente Marcel Müller, chargé de programmes chez Swissfilms, qui considère que Doclisboa offre une programmation d’excellente qualité.

Richard Dindo encensé

Pour le directeur du festival Doclisboa, le documentaire suisse est parfaitement intégrable dans la programmation du festival: il s’agit de sortir des sentiers battus, permettre de découvrir ce qui, au Portugal, n’a guère d’espace de diffusion. Toutefois, les documentaires présentés à Doclisboa respectent les critères en vigueur: des films d’auteurs, historiques et quelquefois difficiles côtoient des films que Sergio Tréfaut le directeur du festival qualifie de «lyriques».

La critique a encensé «Che Guevara, le journal de Bolivie», de Richard Dindo, sur les derniers mois de la vie du révolutionnaire cubain à partir de son journal. Le public a répondu présent, comme pour «God no say so», subtil recueil de témoignages en Sierra Leone. «Les spectateurs ont compris, et se sont montrés intéressés par ma démarche. C’est un public averti, passionné et exigeant. Et Lisbonne est magnifique», se réjouit la cinéaste Brigitte Kornetsky.

Le critique Augusto Seabra n’a pas hésité à qualifier le cinéma suisse de «nomade». Une appellation qu’on n’aurait à priori pas attribuée à la production helvétique. Mais le panorama présenté au Doclisboa – comme dans les autres festivals – lui donne raison: les réalisateurs suisses sont allés poser leurs regards sur d’autres coins du monde. Ils en sont revenus avec des images bouleversantes.

 http://www.swissinfo.ch/fre/culture/Sortir/_Le_documentaire_suisse_s_invite_au_bord_du_Tage.html?cid=28578996

3ª Edição da “Semana Cultural da CPLP” em Lisboa

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) apresenta, entre os dias 30 de Abril e 9 de Maio de 2010, a 3ª edição da “Semana Cultural da CPLP” em Lisboa, com uma programação dedicada às diversas vertentes da cultura lusófona.

Foram organizadas iniciativas culturais relativas aos países que fazem parte da CPLP, entre elas 3º Congresso Internacional de Danças Africanas, AfricAdançar, que decorre no São Jorge.

FESTin’, o primeiro festival de cinema itinerante da língua portuguesa abre sua programação, nesta segunda-feira, com o filme “O jardim de outro homem”(Moçambique), de Sol de Carvalho.

Tendo como pano de fundo a cidade de Lisboa, que representa a diversidade que caracteriza a CPLP, este evento também assinala o dia 5 de Maio como “Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP”, tal como foi fixado pelo Conselho de Ministros da CPLP de Julho de 2009. Para o dia 5 está agendada uma conferência internacional sobre o futuro da língua portuguesa no sistema mundial, a ser proferida pela directora executiva do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, Amélia Mingas, no CCB-CV da Praia.

Para mais informação:

Entrevista a Simões Pereira, Secretário da CPLP. Esta semana “vai mostrar o melhor dos estados-membros”: http://videos.sapo.cv/TKJNAWDLYHkjYjz8PMtM

Sitio internet do FESTin’: http://www.festin-festival.com/

Sitio internet oficial da CPLP: http://www.cplp.org/id-115.aspx

Conferência de Imprensa – PANORAMA – as 11h – dia 23/03

A 4ª edição do Panorama – Mostra do Documentário Português decorre de 9 a 18 de Abril, no Cinema São Jorge.

Na próxima terça-feira, dia 23 de Março, às 11h00 no Cinema São Jorge – sala 2, realiza-se a Conferência de Imprensa onde será apresentada toda a   programação e novidades desta quarta edição.

Festival de curtas ShortCutz faz sucesso em Lisboa

Por Fanny Chevillotte

Mais que um festival, o encontro no bar Bicaense, toda terça-feira “pretende-se uma autêntica revolução urbana de ideias”.

Iniciadas em Janeiro, as projecções por ShortCutz, a iniciativa de Rui de Brito,da produtora Subfilmes, é um meio de difusão internacional de curtas-metragens produzidas por portugueses que, com sua primeira fase em Lisboa será exibido em outras cidades, como Nova Iorque e Londres, nos meses de Março e Abril, respectivamente. Todas as semanas o júri selecciona dois curtas-metragens para concorrer ao melhor curta do mês, e exibe igualmente um curta convidado, nacional ou estrangeiro.

No bar Bicaense, no nº42 da rua do elevador da Bica, os ambientes estão separados, entre abaixo onde o público, a equipa do ShortCutz e os convidados debatem, e em cima com projecção mais relaxada e perto do balcão.

Depois de quase dois meses de existência, o ShortCutz conquistou um público fiel, que apesar dos dias chuvosos na capital, enche as terças-feiras a calçada em frente ao Bicaense. Depois do labiríntico amor lisboeta de “Assim Assim”, a curta vencedora de Janeiro, a sessão nº7 do 16 de Fevereiro, surpreendeu com o curta de animação convidado: “Jantar em Lisboa” (foto), de André Carrilho, que mostrou toda a doce loucura da cidade.

Link para o vídeo da entrevista de Sérgio Graciano, realizador de “Assim Assim”, a curta vencedora em Janeiro: http://vimeo.com/9247933

Monstra, Festival de Animação de Lisboa – De 11 a 21 de Março

Por Fanny Chevillotte

O festival de animação de Lisboa, A Monstra, completa 10 anos, data que converge com a celebração do Centenário da República. O festival contará com a presença de Bill Plympton – duas vezes nomeado para receber o Óscar, que dará dois workshops.

A Monstra 2010 dá destaque para as curtas de animaçã0. Serão exibidas 56 curtas de 30 países e 64 curtas de estudantes de 29 nacionalidades. No ano de 2000 o país homenageado foi o Brasil, este ano, o projecto “10 por cem” ressalta, em 10 minutos, 100 artistas da época do inicio da República portuguesa – como Almada Negreiros e  Amadeo de Souza-Cardoso. Estreará em Junho numa sessão especial.

Umas das novidades deste ano, é a parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, misturando os curtas de animação com a dança. Mas tambem, a estreia mundial de dois projectos, Aedificandi, que abre o festival unindo animação, arquitectura e arte, e Aerosom que juntará desenho com luz e movimento, e música.

O Museu da Marioneta expõe os personagems originais da curta de Lorenzo Degl’Innocenti, Desassossego, de forma a que o público tenha contacto com os bastidores da curta de animação. Estarão expostos cenários, marionetas, desenhos, materiais de película (a entrada é livre e até o 21 de Març0).

Luxemburger Wort – 30/01

«Kino», le 7e festival cinématographique de langue allemande

Par Marie-line Darcy

«Kino», le 7e festival du cinéma de langue allemande, se déroule à Lisbonne jusqu’au 4 février. Une production diversifiée destinée à faire connaître le cinéma récent à un public toujours plus nombreux. Une «mostra» (vitrine) pour des Lisboètes cinéphiles.

A l’origine en 2003, Kino était bel et bien un festival de cinéma exclusivement réservé à l’Allemagne ou aux coproductions avec ce pays. Puis il y a trois ans, l’idée a germé d’élargir cette vitrine du 7e art à d’autres pays. C’est ainsi qu’en 2008 est né Kino, en collaboration avec l’Autriche, la Suisse et le Luxembourg.

«Le cinéma de langue allemande n’est pratiquement pas représenté dans les salles commerciales portugaises. Une Mostra  permet donc de focaliser ponctuellement sur des oeuvres qui passeraient inaperçues dans un pays comme le Portugal. L’association avec les autres pays se justifie pleinement. La plupart des productions indépendantes sont dans la réalité des coproductions» explique Joaquim Bernauer le directeur du Goethe-Institut, le centre culturel allemand organisateur du Kino.

Dépourvu de paillettes, et sans remise de prix comme pour un festival, Kino vise la diversité et la qualité en montrant un panorama le plus large possible du cinéma indépendant, et remplit son rôle de vitrine du cinéma. Tous les genres et tous les styles sont représentés, avec une place non négligeable accordée aux nouvelles valeurs du 7e art de langue allemande. La section «Next Generation» – programme d’habitude montré tous les ans au festival de Cannes – est dédiée aux jeunes réalisateurs et aux finalistes des écoles de cinéma. Mais cette année Kino s’ancre aussi dans l’histoire, et propose une rétrospective des films produits par la DEFA, en Allemagne de l’Est. «Lorsque la RDA était le 5e pays de langue allemande» comme le précise Joaquim Bernauer.

L’histoire est l’un des dénominateurs communs à la cinquantaine de films présentés à Lisbonne. «La moitié de la programmation du Kino est consacrée à notre lourd passé, la guerre, le nazisme, l’holocauste. C’est toujours aussi présent. Mais pour l’Allemagne miser sur des évènements culturels comme Kino, sert à nouer ou renforcer les relations culturelles avec les autres pays, dans une perspective de paix et de bonne entente entre les peuples» rappelle le directeur du Goethe-Institut.

«Pipermint» représente le Luxembourg

Le film «John Rabe» de Florian Gallenberger – oscarisé en 2000 pour son court-métrage «Quiero Ser» – qui a fait l’ouverture du festival s’inscrit dans cette perspective historique. Un long métrage qui raconte l’histoire du directeur de l’usine Siemens de Nankin et membre du parti nazi qui a sauvé 200 000 chinois de la ville assiégée par l’armée japonaise.

Le film «Pipermint – Das Leben möglicherweise» représente le Luxembourg au Kino 2010. «Participer à ce festival nous permet de gagner en visibilité sans avoir à gérer une organisation d’envergure. De plus être présent dans ce genre de manifestation cinématographique que ce soit de langue allemande, française ou même portugaise est dans le droit fil de la manière d’être de notre pays: faire partie d’un ensemble plus vaste» se réjouit Alain de Muyser, ambassadeur du Luxembourg à Lisbonne. Pipermint est une coproduction germano-luxembourgeoise à l’instar de la plupart des oeuvres Luxembourgeoises. Petite présence – par le nombre – du Grand-Duché, mais qui ponctue l’année culturelle portugaise au même titre que la participation aux journées de la francophonie. En 2010, le Luxembourg va gagner en visibilité grâce à une «Semaine luxembourgeoise» qui nous promet expositions, débats, rencontres et plaisirs de la gastronomie. Le cinéma quant à lui devrait faire l’objet d’une relance et d’un approfondissement de la coproduction avec le Portugal, selon les services de l’ambassade à Lisbonne.

Kino qui se déroule au cinéma São Jorge, une salle des années 1950 restaurée par la mairie de Lisbonne qui en a fait la salle des festivals et programmations thématiques, a réuni plus de 2 000 personnes l’an dernier. La «Mostra» espère battre un nouveau record cette année.

DW – 09/12

Agnès Varda

por Alison Roberts

Agnès Varda, a pioneering movie-maker since the 1950s, when she met her equally famous husband-to-be, the late Jacques Demy, remains highly active at the age of 81. Her autobiographical ‘Les Plages d’Agnès’ – released in English as ‘The Beaches of Agnes’ – won a César (the French equivalent of the Oscars) for best documentary earlier this year, and she has been experimenting with installations involving film, with exhibits at galleries in Lyons and Oporto. Alison Roberts caught up with her in Portugal.(http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4994783,00.html)


Radio France Internationale – 06/10

Le Portugal qui célèbre le 7e art français : dix ans déjà !

par Marie-Line Darcy

La Festa do cinéma Francês, la fête du cinéma français au Portugal fête ses dix ans. Du 7 au 19 Octobre, l’évènement prend place à Lisbonne pour une découverte de la création cinématographique contemporaine. Des longs métrages en avant première, des « Césars » et des « premiers films, grandes œuvres » à découvrir. Sans oublier l’hommage à Agnès Varda, la rétrospective Jeanne Balibar et un concert de Jane Birkin : les femmes sont à l’honneur. La Festa qui se déroule en simultané ou en léger différé dans cinq  villes de province se terminera le 10 novembre.

Sept films, trois séances, une salle. En 2000, pour sa première édition la Festa affichait un profil modeste. Créée à l’initiative d’Unifrance, l’organisme chargé de la promotion du cinéma français en partenariat  avec les affaires culturelles françaises, la Festa avec son nom ludique provoque un succès de curiosité. Elle est alors pionnière. Dix ans après, de nombreux pays ont emboité le pas à la France pour présenter leur cinéma : l’Espagne, le Brésil, l’Allemagne, le Japon et l’Italie entre autres. Sans oublier les festivals thématiques : Moltex (terreur), IndieLisboa (Indépendants), Monstra (animation), Doclisboa (documentaires), Queer (festival gay et lesbien).

Aujourd’hui, la Festa figure à l’agenda de l’automne. L’an dernier, elle a réuni plus de 21 000 spectateurs, contre quelques centaines l’année de son lancement. « Nous avons créé la fête du cinéma français pour associer davantage les distributeurs et les exploitants de salles à la diffusion. Montrer qu’il existe de bonnes productions françaises et qu’elles peuvent intéresser un plus large public. En clair remettre le cinéma français dans le circuit, et faire se rapprocher l’offre et la demande », explique Elsa Cornevin, attachée audiovisuel à l’ambassade de France et organisatrice de la Festa.

Le cinéma français en perte de vitesse

Car l’érosion de la part de marché des films français (environ 5%) et plus généralement des films européens s’accélère depuis 2000. « Il y a un problème d’identification avec les productions françaises. Même les films qui marchent bien en France, peinent à s’imposer ici. Par exemple, nous avions misé sur Faubourg 36 de Chistophe Barratier. Le film a fait plus de 1,3 million de spectateurs en France, et 3 500 au Portugal », indique Diogo Bivar, directeur des achats chez Castello Lopes. Ce distributeur sort entre 3 et 4 films français par an, pas plus.

A Valentim de Carvalho Multimédia, la prise de risque est également très mesurée : « Nous misons sur La Journée de la jupe, parce que c’est Adjani. Et parce que c’est un thème qui intéresse la société portugaise. Il sortira dans six salles », précise Luis Froes directeur de Valentim de Carvalho. La présence du film dans la sélection principale de la Festa sera un bon test estime le distributeur. En dessous de 20 000 spectateurs, cela s’apparenterait à une prise de risque. Atalanta filmes du producteur Paulo Branco, Midas Filmes de Pedro Borges et Lusomundo présentent à eux seuls la quasi intégralité de la production française, soit environ 30 films par an. Bon an mal an c’est environ 500 000 spectateurs chaque année.

Un tropisme anglo-saxon

Le  marché est hyper concurrentiel dans un pays de 10,6 millions d’habitants. Et la stratégie est souvent celle du coup par coup. Les raisons du désenchantement restent toutefois assez floues. Au Portugal, la génération des quinquagénaires se souvient du « flambeau de liberté » que représentait dans les années 1970-1980 le cinéma français. Truffaut faisait alors salle comble. Si cette génération de cinéphiles est restée fidèle au cinéma tricolore, les plus jeunes, eux, en sont moins férus. La société a changé et les attentes aussi.

« Le public adulte est désormais minoritaire. L’influence de la culture française longtemps dominante a perdu du terrain au profit de la culture anglo-saxonne. Le goût du public a changé, et l’industrie du cinéma doit s’adapter », note Vasco Câmara, rédacteur en chef d’ Ipsilon, supplément culture du journal Público, la revue officielle de la Festa. « Ce n’est pas devant la télé qui programme surtout des fictions, des telenovelas et des films américains que l’on éduque au cinéma. Il y a une vraie résistance face à tout ce qui n’est pas de langue anglaise », renchérit João Lopes, influent critique de cinéma.

Sortir du circuit art et essai

Les responsables du secteur cinématographique portugais temporisent pourtant. Entre les longs métrages, les coproductions, les documentaires et les DVD, la production française tire honorablement son épingle du jeu. Certaines niches sont frappées du sceau qualité Made in France et plaisent. C’est le cas des courts métrages par exemple : « La France a toujours eu une place privilégiée dans mon émission Onda Curta. La Festa cette année me laisse une carte blanche, pour en montrer une sélection. Rien de tel pour faire connaitre un genre où les français excellent », se félicite João Garção Borges auteur et producteur du programme Onda Curta sur la chaîne de TV publique RTP2.

Cependant, les professionnels insistent sur l’absence d’une stratégie spécifique pour promouvoir un cinéma qui a toute sa place dans un contexte de prévalence des Blockbustersaméricains. « Les films français doivent sortir des salles d’art et essai. On doit pouvoir inviter à aller voir un film non pas parce qu’il est français ou européen, mais parce qu’il raconte une belle histoire et qu’il est bien fait. Il faut apprendre avec les américains », commente le critique João Lopes.

La Festa, une manifestation en sursis ?

La Festa do Cinéma Francês a désormais vocation de toucher un public plus large. Avec notamment des ramifications en province, dans des villes qui parfois ne disposent que d’un seul long métrage sur une année. Il faut renforcer l’offre, travailler la demande et réduire les délais de sorties en salles après les projections durant la Festa. Avec un budget annuel de 200 000 euros, provenant  pour l’essentiel du privé – la part gouvernementale s’élève à 5% – la « fête » va cette année encore inviter des dizaines de réalisateurs et d’acteurs, proposer animations et concerts. Une soixantaine de films seront projetés au cinéma municipal São Jorge, à l’institut franco-Portugais et à la cinémathèque. La fête attend des retombées à la hauteur de sa réputation. De la fréquentation des salles dépend son avenir.

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