Vencedores da 6ª edição do World Press Cartoon

Por Fanny Chevillotte

A cerimónia de entrega de prémios da 6ª Edição do World Press Cartoon ocorreu dia 16 de Abril, no Centro Olga Cadaval, em Sintra. O evento que distinguiu os melhores trabalhos publicados em jornais ou revistas, nas áreas de cartoon editorial, caricatura e desenho de humor, durante o ano de 2009, teve o cartoonista António Antunes como presidente do júri, que analisou um total de 878 desenhos de 429 autores, de 77 nacionalidades, publicados em 401 jornais e revistas de 51 países.

1º Prémio Caricatura.Gabriel Ippoliti(Argentina)

1º Prémio Desenho de Humor.Hassan Karimzadeh(Irão)

1º Prémio Editorial.Boligán(Mexico)

XII PortoCartoon – “Aviões e Máquinas Voadoras”

Ilustração fantasiosa da Passarola, de 1709

O tema escolhido para o PortoCartoon 2010 homenageou o pioneirismo de Bartolomeu de Gusmão, que em 1709 fez subir o seu aeróstato, em Lisboa. O invento, retratado como uma barca com formato de pássaro, ficou conhecido como “Passarola”.

O PortoCartoon-World Festival é considerado pela FECO (Federation of Cartoonists’ Organizations), um dos três principais festivais de desenho humorístico do mundo, o que coloca Portugal no pódio dos concursos de Humor. Os prémios relativos ao XII PortoCartoon – World Festival serão entregues a 23 de Junho e os cartoons premiados integrarão a exposição permanente do Museu Nacional da Imprensa.

Vencedor: Jerzy Gluszek, da Polónia.

2º Lugar: Mahmood Azadnia, do Irão.

3º Lugar: Stefaan Provijn, da Bélgica.

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 06/03/10

‘Politiken’: traição ou senso comum?

Por Eva Henningsen, jornalista freelance

Na semana passada, o diário dinamarquês Politiken publicou um pedido de desculpas, em dinamarquês e inglês, por ter publicado 12 cartoons do profeta Maomé, em 2005 e 2008. O pedido de desculpas está, no entanto, a provocar acusações de traição, cobardia e falta de princípios contra o Politiken. Quando os 12 cartoons foram publicados pela primeira vez, em 2005, causaram uma onda de protestos no mundo islâmico. As empresas dinamarquesas que exportam para esses países perderam milhares de milhões de dólares devido ao boicote de que foram alvo, duas embaixadas (Damasco e Beirute) foram incendiadas e 139 pessoas (na maioria muçulmanos) foram mortas em confrontos.

Nunca os dinamarqueses haviam feito tantos inimigos de uma só vez, mas os jornais não desistiram. Em 2008, após novas ameaças de muçulmanos, voltaram a publicar os cartoons e o director do Politiken, Tøger Seidenfaden garantiu: “É importante não ceder ao terror.” Porque Seidenfaden e o Politiken mudaram de ideias agora? A resposta reside numa palavra: Yamani. Em Agosto de 2009, um advogado saudita chamado Faisal Yamani, que se apresentou como representante dos 94 500 descendentes vivos do profeta Maomé, escreveu ao Politiken e a outros jornais a alertar que iriam ser processados se não pedissem desculpas por terem publicado os cartoons.

Todos ignoraram a carta, mas o Politiken decidiu não o fazer. Uma vez que Faisal Yamani é filho do antigo ministro do Petróleo e presidente da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) Ahmed Zaki Yamani, que a família Yamani é muito influente e que a Arábia Saudita é o líder natural do mundo islâmico, Seidenfaden aceitou encontrar-se com Yamani. Numa entrevista, Seidenfaden explica: “A principal razão da nossa decisão foi o desejo de diálogo. É um protagonista importante no mundo islâmico que agora quer trabalhar lado a lado para encerrar este assunto.”

A decisão de Seidenfaden é especialmente difícil de aceitar para Kurt Westergaard, autor do cartoon de Maomé com uma bomba no turbante, que escapou recentemente a uma tentativa de assassínio por parte de dois jovens muçulmanos. “O Politiken desistiu da liberdade de imprensa”, afirmou.

Processo contra 15 outros jornais

Após o pedido de desculpas do Politiken, o advogado Yamani prepara-se agora para processar 15 outros jornais por terem publicado os cartoons de Maomé. Yamani planeia levar adiante os julgamentos para obrigar os jornais a cumprirem os desejos dos seus quase cem mil clientes, descendentes de Maomé. Mas recusa dizer quanto vai pedir em indemnizações.

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1512167&seccao=Europa

Greve do funcionalismo público – 04/03

Lição de problemas:

“Devem ser duas palavras importantes: sempre voltam”

Blog de Deligne: http://deligne.over-blog.com/

Sobre o recorrente debate da burca em França

A burca contra a liberdade das mulheres

È horrivel… privar-se dos saldos até este ponto!

(http://www.philippetastet.com/burqa-femmes-soldes-presse.aspx)

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.