Jornal ABC – 30/01

Paulo Pereira da Silva, presidente de Renova

“Tendría sentido invertir en España en una industria“

Por Belén Rodrigo – Corresponsal en Lisboa

Físico de formación, soñó en contribuir para conocer un poco mejor el universo pero le esperaba otro futuro profesional. Paulo Pereira da Silva comenzó como ingeniero en Renova, empresa en la que su familia era accionista y desde el 95 dirige la compañía que hoy en día es ejemplo de éxito e innovación dentro y fuera de Portugal. Es una marca líder en

artículos de higiene y belleza, desechables de papel, de uso doméstico y sanitario. Amante de las buenas ideas, ha sacado al mercado el papel higiénico negro y una gama low-cost. Renova ya es un caso de estudio en el área de marketing de la conceptuada escuela francesa de gestión Insead.

P.- ?Cómo consigue que surgan ideas nuevas todos los días?

R.- Hemos desarrollado una cultura de innovación que es algo que se tarda mucho en conseguir e implica un esfuerzo de organización. Tener un concepto nuevo es algo muy difícil, hace falta humildad, voluntad de aprender y tener una curiosidad en relación al mundo y a la vida. Hay que estar abiertos a recibir el talento de los otros.

P.- ?Cuál es su próximo desafío?

Responder esta entrevista para el ABC (risas) que es un periódico que me gusta mucho. Convencer a los lectores que Renova es la mejor marca que existe y la más interesante que pueden encontrar. Para mí es muy importante vivir en toda plenitud el momento presente. Por eso mi gran desafío es conseguir que la marca Renova sea la más amada en los lineales de los supermercados.

P.- ?Cómo ha sido el 2010 para Renova?

Fue un año difícil por dos moitvos. Por la conyuntura y también porque en nuestra industria la celulosa alcanzó valores históricos. Por otro lado fue muy interesante por la notoriedad de marca que conseguimos. Lanzamos nuestra primera campaña global y el papel higiénico negro. Ha sido un año de aprendizaje.

P.- ?Y el papel higiénico low-cost?

Es un proyecto que me gusta mucho y que tuvo mucha investigación. Pero el papel higiénico negro eclipsa este otro tipo de productos. Fue totalmente diseñado para poder ser vendido a un coste reducido. Sentíamos la obligación de traer innovación para la base de la pirámide y no únicamente para los productos más sofisticados. Pero fue un producto con dificultades en su lanzamiento porque los canales habituales de distribución no se interesaron, pensaron que iba a hacer competencia con sus propias marcas.

P.- ?Habrá nuevos productos para el 2011?

Claro, no podemos parar. Habrá productos muy interesantes, principalmente en España. Hemos decidido que sea esta vez en el mercado español, con algunos clientes que tenemos.

P.- ?Está satisfecho con el crecimiento de Renova en España?

Sí, pero podemos hacer mucho más , principalmente en el área del papel higiénico. Somos líderes en servilletas y el crecimiento ha sido gradual, es nuestro mercado natural. Tendría sentido invertir en España en una industria.

P.- ?A los españoles les gusta el papel higiénico de colores?

Todavía no lo conocen y por eso vamos a promoverlo. Primero en Sevilla, donde tenemos un espacio en el Corte Inglés, lo que llamamos pop-up store. Tenemos una gran curiosidad por saber cómo va a funcionar. Y después iremos a otras ciudades.

P.- Con ocho colores en el mercado, ?Habrá nuevos colores?

Vamos a lanzar el color castaño chocolate porque se pidió mucho estas Navidades. Y sacaremos otro, pero es secreto. Todavía no será el transparente.

P.- ?Lo habrá?

Hay una enorme tendencia en el mundo para la transparencia, es algo muy interesante. La transparencia será algo global.

Turismo de Lisboa cria “miradouros virtuais” – 15/04

Por Fanny Chevillotte

O Turismo de Lisboa, representado por Vítor Costa, o director geral deste departamento, em conferência no dia 15 de Abril falou sobre o projecto “Miradouros Virtuais”. Costa afirma que os miradouros são elos que constituem “um instrumento de promoção” da beleza da capital, “impossível de resistir”. O Turismo de Lisboa, em seu sítio na internet,destaca os miradouros como uma especialidade turística que a cidade oferece.

São mais de 30 os miradouros existentes em Lisboa, entretanto o website possui somente 10 miradouros virtuais. Ná pagina é possível aplicar zoon nas imagens panorâmicas, utilizando a perspectiva de alguém que esteja a desfrutar da vista, além desta funcionalidade existem outras como a visão em 3D de monumentos e sua história, mapas do entorno dos miradouros, entre outras.

A tecnologia foi desenvolvida pela empresa Versus, que poderá ser utilizada em complemento aos guias de turismo tradicionais, pois permite ao visitante uma visão aérea da morfologia de Lisboa. Os miradouros proporcionam perspectivas diferentes e pairam sobre a azáfama diária e são sempre banhados pelo sol. O miradouro do Adamastor, o mais próximo do Tejo, que segundo o adágio popular, herdado do tempo das Invasões Francesas, é o miradouro de “ver navios do alto de Santa Catarina”, não se tornou virtual.

Link: http://www.visitlisboa.com/Conteudos/Miradouros-Virtuais.aspx

Observatório da Imprensa – MEDIAMORFOSE A blogosfera e os jornais – 09/03/10

MEDIAMORFOSE
A blogosfera e os jornais

Por Renato Mendes em 9/3/2010

Se há poucos anos ainda existiam dúvidas sobre a influência da blogosfera no jornalismo, nos dias atuais, além das dúvidas terem desaparecido, a simbiose que emerge da relação entre os blogues e os jornais é objeto de análise de diversos estudos. Com o surgimento do primeiro blogue nos EUA, em 1993 – quando a internet era ainda incipiente –, abriu-se uma janela sem precedentes para o início de um modelo coletivo de colaboração, baseado no feedback e na partilha de informações e notícias que revolucionaria o universo comunicacional.

Um ano após Justin Hall escrever em HTML (Hypertext Markup Language) o conteúdo do primeiro blogue, muito antes de surgirem as empresas especializadas em desenvolvimento de softwares para a criação de blogues, o então estudante do Swarthmore College recebe o primeiro visitante em sua página na internet. Tal fato é tão importante quanto a própria criação do blogue, pois algo inédito acontecia: a troca de informações entre duas pessoas pela internet a partir de um conteúdo gerado e publicado no mundo virtual.

A partilha na internet só foi possível graças à criação da tecnologia do hipertexto, por Tim Berners Lee, que mais tarde se transformou na WWW (World Wide Web). Através de um programa, ou o primeiro browser, Lee proporcionou aos não especialistas a possibilidade de publicar documentos como páginas da internet, dando início a um processo irreversível: emergia um novo modelo de interação entre pessoas e informações.

Conteúdo e comportamento dos blogs

O conceito Web 2.0, criado em 2004 por Tim O’Reilly, traduz-se no paradigma da internet como plataforma central de uma inteligência coletiva. O conceito é sustentado pelo desenvolvimento de aplicativos, que aproveitam os “efeitos de rede” para evoluírem. Esta evolução é proporcional à participação das pessoas nas redes. Como exemplo, temos os softwares open source, ou código aberto. Neste caso, a “inteligência coletiva” pode ser interpretada como meio, mas também como um fim, para a construção de uma plataforma do saber.

Sobre o conceito Web 2.0, alguns dizem que é uma buzzword, puro marketing. De qualquer maneira, diversas multinacionais que baseiam seus negócios na internet adotaram e amplificaram o conceito de Web 2.0, apoiadas pelos lucros alcançados através da experiência coletiva. Esta noção pode ser interpretada como uma tendência, ou então como uma nova versão da mesma ideologia do criador da WWW, que tem a internet como plataforma de partilha do conhecimento.

É necessário dizer que os blogues sejam talvez o elemento central desta plataforma para a inteligência coletiva, de partilha do conhecimento. O sítio Technorati, em sua série de relatórios – como, por exemplo, “O estado da Blogosfera em 2009″ – desenvolve desde 2004 estudos sobre os blogues, utilizando gráficos para perceber tendências na produção de conteúdo e comportamento dos bloggers – sob vários aspectos, além de entrevistar os maiores especialistas nesta área. Ciência está sendo produzida a partir do conteúdo que emana dos blogues.

Um novo gênero de jornalismo

A importância dos blogues na produção e transformação do conhecimento é inquestionável nos dias atuais e desperta cada vez mais interesse nas empresas de mídia, à medida que interfere na produção das notícias dos jornais. No blogue “Monday Note” escrito por Frédéric Filloux, editor internacional de um grupo de mídia norueguês, uma questão polêmica emerge na forma de uma pergunta em um dos posts: “Blogging, a new journalistic genre?” A reposta chega nas primeiras linhas, “um dos mais interessantes desenvolvimentos da internet (em 2009) será a evolução contínua dos blogues” e segue com a argumentação de que os blogues transformaram-se em um novo gênero jornalístico, “o qual poderá tornar-se o principal motor dos sítios de notícias”.

Segundo Filloux, muitos dos jornalistas que mantêm blogues referenciados – muitos endossados pela grande imprensa – fazem dos posts matérias jornalísticas mais interessantes, se comparadas aos seus trabalhos principais, nas redações dos jornais. De maneira a afirmar a importância dos bloggers no processo de construção da notícia, e ao mesmo tempo colocar este novo gênero de jornalismo em um patamar mais elevado, Filloux menciona os nomes de Floyd Norris, chefe do serviço financeiro do jornal The New York Times, e Paul Krugman, Prêmio Nobel de economia, como bloggers conhecidos e profissionais. O autor avança com a idéia de que os blogues devem ser elementos essenciais na estratégia editorial dos mídia.

A reflexão sobre do processo de apropriação das informações, que emerge da blogosfera, pelas redações dos jornais, torna-se mais rica sob a ótica do conceito de “mediamorfose”, de Roger Fidler: as novas formas de comunicar, ou os novos mídia, não surgem de maneira espontânea, mas sim através da transformação dos mídia que já existem. Este quadro de transformação não condena ao desaparecimento as velhas formas de comunicar, mas imprimem uma necessidade de adaptação. Em última análise é isso que Filloux defende em seu post sobre o surgimento de um novo gênero de jornalismo, muito apoiado pelo que acontece com os jornais norte-americanos.

Hiperligações e intertextualidade

No artigo de Carlos Castilho “Protagonismo dos blogs muda contexto da campanha eleitoral na mídia”, publicado no sítio Observatório da Imprensa, o autor chama a atenção para a internet como um novo ambiente político, “onde os participantes são ao mesmo tempo atores e público”. Castilho destaca um ambiente de polarização de opiniões políticas à medida que a data das eleições presidenciais no Brasil se aproximam. Os segmentos conservadores ocuparam o espaço mediático convencional, enquanto a internet será apropriada por setores mais liberais da política. O autor do artigo salienta o papel de protagonista que o blogger adquire quando expõe suas cores políticas na internet.

No sentido de reforçar o movimento espontâneo de apropriação de uma tecnologia emergente, os blogues, que beneficiou o universo informativo, temos um evento midiático de escala global que chocou a todos. O 11 de setembro marcou um momento de virada, de acordo com Dan Gillmor, quando a reportagem e a produção de notícias em escala massiva passou a ser feito pela audiência. O jornalismo-cidadão, ou participativo, ganhou grande expressão nas televisões e jornais de todo mundo, quando relatos pela internet, através de blogues, preenchiam o conteúdo informativo da grande mídia.

O que dizer, então, sobre os blogues, quanto se tem em conta a produção de notícias de forma amadora e despretensiosa? A popularização dos softwares para a criação dos blogues faz com que em menos de cinco minutos uma pessoa possa publicar qualquer conteúdo na internet. O emprego de técnicas jornalísticas para a criação de uma notícia é fator determinante para classificar se os conteúdos publicados nos blogues são ou não são conteúdos jornalísticos. De outra forma: o que determina ou descreve de melhor forma o jornalismo, não é o meio de dispersão da informação, mas sim, as técnicas empregues para a criação da notícia.

O que se observa em grande escala na blogosfera são blogues que apontam para outros blogues, jornais e conteúdo diverso e disperso pela rede. O uso exacerbado das hiperligações e da intertextualidade – um dos tipos de transtextualidade, que se observa nos blogues faz com que a reprodução de informações e notícias seja o principal efeito desta vaga de massificação do acesso aos blogues. O ineditismo e a relevância da informação – dois elementos que norteiam a produção da notícia, neste quadro de massificação, são marcas escassas da informação na blogosfera.

Imaginar transformações começa a ser possível

A inexorável interferência do conteúdo dos blogues no campo mediático está transformando as técnicas jornalísticas. Autores apontam o conteúdo informativo gerado a partir de blogues como um novo gênero jornalístico. A apropriação dos blogues pela grande mídia é de tal forma avançada que existem jornalistas dedicados à produção de conteúdo on-line, é comum os posts tornarem-se excertos de trabalhos jornalísticos convencionais ou até mesmo serem utilizados integralmente em trabalhos jornalísticos convencionais. Uma nova classe de jornalistas está em nascimento, aqueles que perderam suas posições nas redações – ou mesmo aqueles que nunca tiveram a experiência de uma redação e encontram na publicação on-line, através de blogs, o seu sustento.

Casos de repórteres terem conseguido financiamento de viagens profissionais para a cobertura jornalística começam a surgir. Surgem também notícias dos que conseguem pagar suas contas e seguir na carreira de jornalista graças às contribuições financeiras realizadas por suas audiências, em troca de conteúdo jornalístico on-line. Imaginar as transformações que os blogues imprimirão nas empresas de mídia começa a ser possível agora. O ganho de consciência por parte das sociedades sobre o poder da informação que circula na blogosfera determinará em grande parte a forma pela qual a revolução que está em curso transformará o campo jornalístico.

“Esta notícia foi originalmente publicada no sítio do Observatório da Imprensa: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/index.asp “. Notícia: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=580ENO001

Conferência sobre fibra óptica aponta 186% de crescimento em Portugal

Por Fanny Chevillotte

Pela primeira vez, Portugal pode orgulhar-se de entrar no ranking das economias europeias que lideram o mercado que leva a fibra óptica até casa do utilizador. Tal facto converge com a realização da 7ª Edição da FTTH (Fiber to the home) Council Europe (entre os dias 24 e 25 na FIL Parque das Nações) uma iniciativa do sector das telecomunicações, constituída por mais de 120 empresas líderes do sector no mundo, e que promove a disponibilidade do acesso rápido ás redes de fibra óptica por consumidores e empresas.

“Há pouco mais de um ano atrás, os operadores portugueses assinavam com o seu Governo um acordo de cooperação para a entrega de fibra óptica, e os resultados já são tangíveis”, afirma Karel Helsen, Presidente do FTTH Council Europe. Com a forte concorrência entre os operadores de telecomunicação – PT e Sonaecom, os preços diminuíram para os consumidores, o que explica o aumento de 186% no número de subscritores de acesso ás redes de fibra óptica, em apenas um ano.

Este “caso de sucesso” foi sublinhado durante um dos discursos de abertura, pelo Primeiro-Ministro José Sócrates: “houve um crescimento de 475 % dos números de casas portuguesas passadas pelas redes de fibra óptica ” (um total de 1,15 milhão de casas em Dezembro 2009), e o objectivo é tornar-se o primeiro pais totalmente coberto pela rede – o que parece, em certas situações geográficas, uma utopia.

O FTTH Coucil Europe tem como objectivo principal acelerar a disponibilidade do acesso ás redes de fibra óptica porque a FTTH não se resume ao acesso a Internet, mas aplica-se também aos serviços, entretenimento, e às empresas, permitindo o trabalho a partir de casa. Para Karel Helsen, “o melhor momento para investir na fibra é hoje”, alguns operadores indecisos correm o risco de falhar o ponto essencial. O Google, que quer criar a sua própria rede de fibra óptica, é um dos exemplos mais significantes.

Os scanners corporais, entre hoje e ontem

Por Abel Faivre(1867-1945), Le Rire, 19/5/1900.



“Dites, monsieur le douanier, est-ce comme fonctionnaire ou comme amoureux ?”

(“Disse-me Senhor o alfandegário, é como funcionário ou como namorado?”)

(http://www.caricaturesetcaricature.com/article-6211743.html)

Rádio BBC World Service – 23/08

Nanotech

por Alison Roberts

“Nanotechnology – engineering on an atomic or molecular scale is an increasingly diverse area of research with huge potential applications. Laboratories working in the field are dotted about the US, Japan and Europe, but tend to be highly specialised and have at most national status. Now, what aims to be the first truly international lab – with an administrative structure similar to the Swiss-based nuclear centre CERN, and up to 300 researchers from around the world – is being set up by Spain and Portugal, from where Alison Roberts reports.”


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