Jornalistas da AIEP almoçam com Adelino Gomes – 20/04/12

Por Mariana Delgado

No dia 20 de abril, no restaurante Tágide, localizado na baixa lisboeta, alguns membros da AIEP participaram num almoço informal com o jornalista Adelino Gomes.

Adelino Gomes partilhou com os jornalistas da Associação da Imprensa Estrangeira algumas das histórias que preenchem e enriquecem a sua larga carreira jornalística, muitas delas focadas na Revolução dos Cravos, que comemorará 38 anos na próxima quarta-feira. No dia 25 de Abril de 1974, Adelino Gomes presenciou os principais acontecimentos da revolução e recolheu vários testemunhos dos líderes de abril.

Adelino Clemente Gomes é um jornalista português que estudou Filosofia e Direito na Universidade de Lisboa. Acabou por deixar os estudos para se dedicar ao jornalismo e desde aí foi locutor da Rádio Clube Português, da Rádio Renascença e da Deutsche Welle. Foi também diretor de informação e realizador de programas na Radiodifusão Portuguesa, repórter da RTP e diretor-adjunto e redator-principal do jornal Público.

O jornalista lecionou na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, na Escola Superior de Jornalismo do Porto e na Universidade Autónoma de Lisboa, foi formador no CENJOR – Centro de Formação Protocolar para Jornalistas e coordenou o Curso de Formação de Jornalistas e Animadores de Emissão da TSF.

Conferências do Estoril

por Thiago Mourão

Foi realizado no dia 1 de Abril, no Palácio Foz, uma apresentação das Conferências do Estoril aos Jornalistas da AIEP, sobre o evento que acontecerá no Centro de Congressos do Estoril, entre 3 e 6 de Maio.

Conferências do Estoril é um projeto da Câmara Municipal de Cascais e do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais (IEEI). A iniciativa tem como objetivo afirmar Estoril e Portugal no mundo, por meio de conferências sobre temas de interesse mundial. Na edição de 2011, o tema central será sobre os problemas e desafios da globalização, com particular incidência sobre a relação entre o global e o local.

Neste ano o evento irá contar com nomes como Larry King, Nouriel Roubini, Mohamed El-Baradei, Carlos Lopes, Jordi Pujol, Luiz Alberto Machado, Mia Couto, Dominique de Villepin, Abdullah Dahlan, Francis Fukuyama, Princesa Laurentien, entre outros. O evento que é realizado a cada dois anos, teve como oradores na primeira edição o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso e o ex-premiê britânico Tony Blair, entre outros.Esta edição terá também um olhar que estará virado para o papel do país na globalização. Os assunto serão discutidos por embaixadores estrangeiros em Portugal.

Segundo os organizadores foram convidados oradores de renome em diversas formações, ideologias e posições geográficas para que o debate seja profícuo e que seu público-alvo, que são membros de Governos, Políticos, Empresários, CEO´S, Estudantes, Universitários, Investigadores e Jornalistas, aproveitem bem as Conferências do Estoril, 2º edição.

Mais informações em www.estorilconferences.org

Jornal ABC – 23/01

Con «saudade» económica

Por Belén Rodrigo

La delicada situación financiera hace de las presidenciales unas elecciones clave para el futuro político de Portugal


Estas elecciones se producen en un momento en el que el país está bajo el punto de mira internacional por su delicada situación financiera. Como si la «saudade» —ese sentimiento melancólico de ausencia que tan bien define al pueblo portugués— se hubiera instalado en números y estadísticas. El fantasma de la llegada del FMI y de la solicitud de ayuda internacional sigue en el ambiente y ha robado protagonismo a unos comicios cuyo resultado está prácticamente garantizado.

Además de la crisis económica el país vecino se puede enfrentar en los próximos meses a una grave crisis política. El Gobierno, sin mayoría parlamentaria, se verá en apuros para aprobar los presupuestos. Y lanzada está la amenaza del primer ministro, José Sócrates, de dimitir si no consigue consenso. Tampoco se puede olvidar que el presidente de la República tiene poderes para disolver la Asamblea y convocar nuevas elecciones aunque debe dejar pasar seis meses desde los comicios presidenciales.

Sin embargo los problemas financieros han estado fuera del debate en estas elecciones. «Lamentablemente hemos comprobado que los candidatos están mal preparados. No saben lo que es el mercado», explica a ABC João Cantiga Esteves, economista y director del centro de estudios IDEF. «Cavaco es el más preparado, tiene un componente técnico que le falta a los otros», resalta. Aunque cree que ha desperdiciado esta ventaja: «Debió haber ido más lejos con estos asuntos».

Para Pedros Santos Guerreiro, director del «Jornal de Negocios», la campaña ha sido una desilusión. «Hubo un discurso de destrucción y no de construcción», subraya.

Los portugueses se enfrentan a tasas de paro y recortes sociales nunca vistos. Pero en la campaña no se ha hablado de estos temas.

«El modelo económico y social falló y el político debe ser transformado», avanza el profesor de Economía João Cantiga Esteves. Cree además que existe una fuerte y creciente presencia del Estado en la economía y que en Portugal se cree que las obras públicas son el motor económico. «Nuestro sistema no crea riqueza», apunta. Y asegura que es un tremendo error que se aumente la carga fiscal porque resta competitividad. En su opinión «el Gobierno no sabe dónde gasta el dinero, y por eso se ve incapaz de recortar los gastos».

En busca de un líder

De estas elecciones también se puede hacer una lectura política. «Si Cavaco tiene un gran resultado querrá mantener a Sócrates hasta octubre y, mientras, forzar un nuevo líder en su partido, el PSD, para sustituir a Passos Coelho», cuenta a ABC el analista y periodista Carlos Magno. Augura para los próximos años una presencia de Cavaco «más fuerte y ejerciendo una función más reguladora».

En lo que se refiere al Partido Socialista, «cuando salga Sócrates el partido irá más hacia la izquierda».

Link: http://www.abc.es/20110123/internacional/abci-saudade-201101230352.html

III Seminário Internacional: Media, Jornalismo e Democracia

Para mais informações: http://sites.google.com/site/mediajornalismoedemocracia2010/home

Encontro com Georges Didi-Huberman – 14/4

Por Fanny Chevillotte

Historiador da arte e professor na “Ecole des hautes études en sciences sociales”(EHESS), o filosofo Georges Didi-Huberman encontrou o seu publico português na Nova Livraria Francesa, que fica dentro do Institut Franco-Portugais, a 14 de Abril. Falando em francês, a conversação abordou o conjunto da sua obra  e a sua inquietação permanente a respeito do significado das imagens.

Com uma formação que tem como um dos seus pilares o estruturalismo -tendo como referencia Louis Marin- ele define-se igualmente como “fenomenólogo da imagem”, ou seja, tentar definir cada imagem como uma aparição única porque sem conhecer a sua força torna-se impossível afirmar que existam imagens em geral.

E a sua obra reflecte esta preocupação, com livros como Ce que nous voyons, ce qui nous regarde (1992) – traduzido para o português  com o título O que vemos, o que nos olha – ou L’image survivante. Histoire de l’art et temps des fantômes selon Aby Warburg (2002).

Actualmente, prepara uma exposição no museu da Reina Sofia em Madrid, que será inaugurada a 3 de Novembro de 2010, com o título Atlas. Seguindo as ideias de Aby Warburg e os seus Bilderatlas, Didi Hubermann apresentará um atlas das imagens do século XX, o que, nas suas palavras, promete polémica: traz o conjunto de imagens sem categorias nem cronologia, na tentativa de posicioná-las uma frente ás outras e  todas juntas frente ao futuro histórico.

Interrogação perpétua

O que motiva este conceito é uma construção filosófica sem as fronteiras entre os saberes, incluindo ao mesmo tempo uma psicanálise da imagem, numa reflexão que não discrimina a imagem do símbolo, e a sanidade da loucura (Invention de l’hystérie. Charcot  et l’Iconographie photographique de la Salpêtrière) e, por fim, uma poética da imagem em que se aprende a ver e a descrever, realçando a complexidade da leitura duma imagem. Coloca-se a questão: qual é a sua visibilidade?

Somos vítimas dum “analfabetismo” da imagem, porque a simplificamos. No entanto, é impossível pensar sem recorrer ás imagens. Há que considerá-la como “um conceito complexo”, pois a hierarquia palavra/imagem é um “não-problema”. Diante da “co-naturalidade da palavra e da imagem”, cabe modificar a nossa linguagem. Assim, Didi Hubermann insiste na necessidade da inquietação ante cada imagem, no sentido de que fazem parte do real de forma inesgotável.

Se entrar em engajamentos políticos, o critico propõe porém um “conceito politico da imaginação”, apoiando-se em Baudelaire por quem a imaginação é uma “ligação secreta entre as coisas”, ou seja, a faculdade de tecer vínculos de causalidades onde estes não existem. Porque, apesar de tudo, diante de cada imagem sempre surge a questão política.

Encontro “A Europa e os Medias” 25 anos de Adesão Portuguesa à UE – dia 12/4

Lançamento de “Memórias vivas do jornalismo” – 12/02

Por Fanny Chevillotte

Lançado ontem na Livraria Barata, o livro “Memórias vivas do jornalismo” é uma investigação sobre o jornalismo português, ao longo dos anos 40, 50, 60, marcado pelo salazarismo mas também pela mudança e inovação.

Os autores, Fernando Correia e Carla Baptista seleccionaram 17 entrevistas para compor as memórias vivas, com os seguintes jornalistas: Abílio Marques Pinto, Acácio Barradas, Afonso Serra, Daniel Ricardo, Edite Soeiro, Eduardo Gageiro, Fialho de Oliveira, Homero Serpa, João Coito, Joaquim Letria, José Carlos de Vasconcelos, Manuela de Azevedo, Maria Antónia Palla, Mário Ventura Henriques, Pedro Foyos, Roby Amorim e Urbano Tavares Rodrigues.

O recente título aprofunda a investigação e dá continuidade a outro livro dos autores lançado em 2007, “Jornalistas: do Ofício à Profissão. Mudanças no jornalismo português (1956-1968)”.

Memórias vivas do jornalismo” foi apresentado pelos jornalistas José Rebelo e Miguel Gaspar. A análise do jornalismo em perspectiva foi útil para a reflexão sobre a situação da profissão de hoje, e sobretudo foi um motivo para homenagear os jornalistas que actuaram em um tempo difícil.

DW – Dezembro

Entrevista a Joseph Hanlon

por João Carlos

Moçambique deve reflectir sobre a revisão da Lei Eleitoral, para sanar as contradições existentes no pacote legislativo, de modo a criar um ambiente mais transparente nos próximos actos eleitorais. Quem o diz é Joseph Hanlon, perito internacional sobre o processo eleitoral moçambicano, ligado ao CIP (Centro de Integridade Pública de Maputo). Em entrevista à DW em Lisboa, disse-nos que as eleições gerais de 28 de Outubro não foram livres e justas. (www.dw-world.de/portuguese)



DW – 09/12

Agnès Varda

por Alison Roberts

Agnès Varda, a pioneering movie-maker since the 1950s, when she met her equally famous husband-to-be, the late Jacques Demy, remains highly active at the age of 81. Her autobiographical ‘Les Plages d’Agnès’ – released in English as ‘The Beaches of Agnes’ – won a César (the French equivalent of the Oscars) for best documentary earlier this year, and she has been experimenting with installations involving film, with exhibits at galleries in Lyons and Oporto. Alison Roberts caught up with her in Portugal.(http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4994783,00.html)


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