Conferência “250 anos da expulsão dos jesuitas do Grã-Pará/Maranhão”

Seminário: ensino do jornalismo e identidade profissional, dia 20/05

Conferência “250 anos da expulsão dos jesuitas do Grã-Pará/Maranhão”

Conferência sobre jornais lisboetas na Hemeroteca de Lisboa, no dia 18/03

Correspondentes da AIEP falarão para estudantes no Espaço Europa, no dia 12/03

Conclusões de “100 dias de bicicleta em Lisboa”

Por Fanny Chevillotte

Farto de ouvir o mito da “impossibilidade” da utilização da bicicleta na cidade das sete colinas, o engenheiro apresentou, após mais de 3000 km, as suas conclusões ao Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL).


“De cada vez que regressava a Portugal”, “sentia-me extremamente frustrado por não poder utilizar a bicicleta na cidade de Lisboa”, confia Paulo Guerra dos Santos na sua tese de mestrado “Contribuição do modo BICI na gestão da mobilidade urbana”.

Em 25 de Fevereiro e após mais de 3000 km de bicicleta percorridos em Lisboa, desde 1 de Janeiro de 2008, o engenheiro especializado nas Vias de Comunicação e Transportes apresentou as suas conclusões ao Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL). A ideia do projecto integrado na tese,“100 dias de bicicleta em Lisboa”, chegou naturalmente depois do seu percurso académico, que levou-o a Holanda, Finlândia e Alemanha, “onde a utilização da bicicleta está há muito enraizada e é tratada pelas entidades políticas com seriedade”. Farto de ouvir o mito da “impossibilidade” da utilização da bicicleta na cidade das sete colinas, Paulo Guerra dos Santos analisou de um ponto de vista cientifico esses mesmos mitos, muitas vezes, desmistificando-os.

O mito do clima. Com 115 dias de chuva, “em geral, um aguaceiro demora menos de 30 minutos”, Lisboa não é simplesmente a capital perto das praias. Se o ciclista tem tempo, “pode esperar”,  ou então usar uma capa de chuva como os chineses. Com o calor do verão, é aconselhado pedalar pela manhã, quando o termómetro está ainda perto do 20 graus.

O mito das 7 colinas é o mais tenaz. Elas constituem 15 % da cidade, juntamente com a Baixa, são as zonas de menor densidade populacional. “Hoje a zona histórica da cidade já não é uma zona de características residenciais, mas sim de serviços”. De facto, quase dois terços de inclinações são suaves e adaptáveis para a condução de bicicleta. Assim, consegue-se ir da Praça de Espanha até a Graça, com um passeio de 6km quase todo plano.

O mito da velocidade. De bicicleta, a velocidade média é de13.6 km/h, ao longo de todo o projecto, o que é muito superior aos 9km/h de carro, dentro da cidade.

A final, o que falta é uma “nova cultura” porque os potenciais utilizadores de bicicleta são numerosos: os jovens, os estudantes, os idosos. E a bicicleta tem este privilégio de igualar as condições sociais das pessoas, “somos todos igual pedalando”.

Em Portugal o carro ocupa um lugar importante na sociedade mas valorizando-o, aparece afora das preocupações climáticas, ligadas ao esgotamento de recursos energéticos. “Ouvi muitos piropos ao início”, mas depois de mais de 20 artigos na imprensa, e entrevistas na televisão, os comentários acalmaram-se. Graças a esta boa divulgação, a mudança de mentalidade está por começar e irá amplificar-se com a chegada das bicicletas partilhadas em Lisboa, prevista para o fim do ano.

O programa mais antigo e lendário sobre as bicicletas comunitárias, foi esboçado nos anos 60 pelo político Luud Schimmelpennink em Amsterdam: em um mês, a maioria das bicicletas tinham sido roubadas. Mas a “revolução das bicicletas” arrancou realmente com os Velov’, em Lyon (França), em Maio de 2005 com um incremento de 500% nas viagens de bicicleta. O sucesso foi tal que dois anos depois, a ideia se concretizou em 20.000 Velibs, em Paris, e em toda a Europa. Em Portugal existem projectos similares em Aveiro, Cascais e Braga.

Ao invés de falar sobre a tese, Paulo Guerra dos Santos prefere falar da “experiência de vida” que levou-o a encontrar outros utilizadores (até o embaixador inglês), e a descobrir novas alternativas para facilitar o ciclista, como por exemplo, adaptando os antigos guarda-corpos dos elevadores para levar consigo para as subidas a bicicleta.

Faz afinal, eco a Albert Einstein que dizia: “Life is like a bicycle, to keep your balance, you must keep on moving”.

Para ouvir o PodCast da Conferencia: http://lisboaenova.org/index.php?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=551&Itemid=176

Para mais informações: http://100diasdebicicletaemlisboa.blogspot.com/

Conferência sobre fibra óptica aponta 186% de crescimento em Portugal

Por Fanny Chevillotte

Pela primeira vez, Portugal pode orgulhar-se de entrar no ranking das economias europeias que lideram o mercado que leva a fibra óptica até casa do utilizador. Tal facto converge com a realização da 7ª Edição da FTTH (Fiber to the home) Council Europe (entre os dias 24 e 25 na FIL Parque das Nações) uma iniciativa do sector das telecomunicações, constituída por mais de 120 empresas líderes do sector no mundo, e que promove a disponibilidade do acesso rápido ás redes de fibra óptica por consumidores e empresas.

“Há pouco mais de um ano atrás, os operadores portugueses assinavam com o seu Governo um acordo de cooperação para a entrega de fibra óptica, e os resultados já são tangíveis”, afirma Karel Helsen, Presidente do FTTH Council Europe. Com a forte concorrência entre os operadores de telecomunicação – PT e Sonaecom, os preços diminuíram para os consumidores, o que explica o aumento de 186% no número de subscritores de acesso ás redes de fibra óptica, em apenas um ano.

Este “caso de sucesso” foi sublinhado durante um dos discursos de abertura, pelo Primeiro-Ministro José Sócrates: “houve um crescimento de 475 % dos números de casas portuguesas passadas pelas redes de fibra óptica ” (um total de 1,15 milhão de casas em Dezembro 2009), e o objectivo é tornar-se o primeiro pais totalmente coberto pela rede – o que parece, em certas situações geográficas, uma utopia.

O FTTH Coucil Europe tem como objectivo principal acelerar a disponibilidade do acesso ás redes de fibra óptica porque a FTTH não se resume ao acesso a Internet, mas aplica-se também aos serviços, entretenimento, e às empresas, permitindo o trabalho a partir de casa. Para Karel Helsen, “o melhor momento para investir na fibra é hoje”, alguns operadores indecisos correm o risco de falhar o ponto essencial. O Google, que quer criar a sua própria rede de fibra óptica, é um dos exemplos mais significantes.

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