Cartoon – 26/02/12
26/02/2012 Deixe um comentário
The New Yorker
Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal http://www.aiep.eu/
21/02/2012 Deixe um comentário

“Carnaval cancelado em Portugal – É hora de trabalhar para vencer a crise, diz o 1º Ministro”
Por Marise Araújo
“É hora dos portugueses perceberem que não estamos em tempo de falar de tradições, mas de saber quem quer trabalhar para vencer a crise” – declarou o 1º ministro português para todos os possíveis e impossíveis foliões deste país. Sem ponto facultativo, sem o aguardado descanso e sem o menor clima para fazer qualquer tipo de festa, Lisboa adormecida enfrenta mais um dia de trabalho em plena 3ª feira de carnaval.
Na avenida vazia, a Globeleza samba no famoso ‘Bloco do Eu Sozinha’ nas telas da sede local da TV Globo. No metro, alas de apressados evoluem pelas escadas e corredores. As musas da cidade…essas desfilam no sobe e desce das plataformas – aqui e ali um sorriso, um aceno e por trás das máscaras do dia-a-dia, olhares de cumplicidade com a multidão de iguais, como se num grande coral todos estivessem cantando baixinho aquela música do Chico “Eu tenho tanta alegria, adiada/Abafada, quem me dera gritar/Tô me guardando pra quando o carnaval chegar”. Lá fora, o céu azul, o sol de inverno e o único fantasiado que encontrei pelo caminho – um mupi vestido de Crispy Snax.
Link: http://www.bluebus.com.br/show/2/108673/
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17/02/2012 Deixe um comentário

“Menor jornal do mundo é português, tem 25×18 mm e entrou para o Livro dos Recordes”
Por Marise Araújo
Já começando a virar peça para colecionadores, o menor jornal do mundo é português e dos Açores – a edição especial do Terra Nostra, que é semanário, tem 25 por 18 mm e acaba de ser oficialmente certificada pelo Guiness World Records. Cada exemplar tem 32 páginas, mas só poderá ser lido com a ajuda de uma pequena lupa que aumente as notícias entre 6 a 8 vezes – está sendo vendido por 2,50 euros e as receitas serao utilizadas para editar uma obra literária da autoria de um invisual.
Link: http://www.bluebus.com.br/show/1/108639/
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14/02/2012 Deixe um comentário

“Dia dos Namorados em Lisboa – «Todas as cartas de amor são/ridículas/não seriam se…»”
Por Marise Araújo
Na foto do Público – uma flor e um bilhete – um dos muitos recados e cartas de amor que alguns românticos cidadãos lisboetas resolveram afixar nos sinais de alarme dos transportes públicos para comemorar o Dia dos Namorados. A idéia surgiu pela cidade, a mídia carente de boas notícias aproveitou e o poeta da alma lusa, Fernando Pessoa, pega carona nesse texto pedindo para ser lembrado – “Todas as cartas de amor sao/Ridículas/Nao seriam cartas de amor se nao fossem/Ridículas (…) Mas, afinal/Só as criaturas que nunca escreveram/ Cartas de amor/ É que sao/ Ridículas (…)”.
Link: http://www.bluebus.com.br/show/2/108575/
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12/02/2012 Deixe um comentário

Rajoy y Passos contra la crisis
Por Begoña Iñiguez, correspondente
En los dramáticos momentos que nos está tocando vivir a españoles y a portugueses la sintonía entre los gobiernos de Madrid y Lisboa es fundamental. Tanto Mariano Rajoy como su homólogo luso, Pedro Passos Coelho, han entendido perfectamente dicha necesidad y se han puesto manos a la obra. Prueba de ello fue la visita relámpago que el presidente del Gobierno efectuó a Lisboa el mes pasado, la primera a un país de la UE, desde que tomó posesión, y la segunda al exterior, después de Marruecos.
Que Rajoy ejerciera de gallego, y de buen vecino, visitando Lisboa, la víspera de volar a Berlín y antes del Consejo informal de Bruselas, no pasó desapercibido entre los portugueses y sus gobernantes. Los principales medios de comunicación lusos destacaron mucho los elogios que el presidente del Gobierno hizo a las medidas de ajuste que Passos Coelho está poniendo en marcha en Portugal, para cumplir las exigencias del rescate.
De la reunión en la capital portuguesa salió, también, el compromiso firme de hacer un frente común en Europa contra la crisis y en defensa de los intereses bilaterales.
Si 2011 fue un año difícil para los portugueses, 2012 ha entrado con un vendaval de sacrificios, como la subida de la luz, del gas, de los transportes públicos, de los peajes, y de prácticamente todas las facturas, ya que el IVA, está en el 23%. Además, en diciembre pasado se alcanzó una tasa de paro histórica del 13,6%, en un país donde la economía sumergida está estimada en el 25%.
Aunque el ejecutivo del centrista Passos Coelho ha conseguido lo que el anterior gobierno, del socialista Sócrates, no pudo llevar a buen puerto: realizar reformas estructurales y la ansiada reforma laboral. Es por ello que las miradas del gobierno español están puestas, más que nunca, sobre Portugal, como confirmó el presidente del Gobierno en Lisboa. La reforma laboral lusa flexibilizará el despido, hasta ahora era casi imposible hacerlo, reducirá el importe de las horas extraordinarias, el número de vacaciones, los puentes y 4 festivos anuales, y permitirá nuevos tipos de contratos temporales. Lo más negativo es que permitirá a los empresarios exigir al trabajador un máximo de 150 horas extraordinarias al año, 250 en el caso de convenios colectivos. En la otra cara de la moneda está la posibilidad, que se le da a los desempleados, de seguir recibiendo el 50% de su prestación, durante 6 meses más, si aceptan un trabajo con menor remuneración que su subsidio de desempleo.
En armonía están también los empresarios y ciudadanos de ambos países que acudieron a la llamada del presidente de la Confederación de Empresarios de Pontevedra, José Manuel Fernández Alvariño. De la reunión de Vigo salió la creación de una comisión permanente hispano lusa para defender la alteración del inconcebible modelo de cobro en las nuevas autopistas portuguesas, que ha motivado la reducción de hasta un 50% del tráfico de vehículos españoles.
Piden reunirse con Rajoy y Passos para solucionar el tema. Y proponen la creación de un área de 100 kilómetros libres de peajes desde las fronteras con España. Lo conseguirán?
Esta primavera, tras tres años sin cumbres bilaterales, los dos gobiernos volverán a juntarse y retomarán la agenda transfronteriza. Con la crisis acechando sobre los fondos de cohesión, el AVE Vigo Oporto cada vez más lejos, y el Madrid Lisboa de atraso en atraso Anunciarán entonces, Rajoy y Passos, una solución para el AVE y para el cobro de peajes a los conductores españoles en las autopistas lusas?
11/02/2012 Deixe um comentário

Será que os jubileus salvam a monarquia?
Por Alison Roberts, jornalista “freelance” britânica
Em 2002, os 50 anos de reinado da Rainha foram marcados com celebrações impressionantes, só cinco anos depois de os ressentimentos espoletados pela morte de Diana terem levantado a questão da sobrevivência da monarquia. Agora, com a austeridade a imperar num reino cada vez menos unido, o Jubileu de Diamante oferece outra oportunidade para fortalecer o atual regime.
Esta semana foi o 60º aniversário da morte de Jorge VI e a elevação da sua filha à rainha. De monarcas britânicas, só a Vitória reinou mais tempo. O 6 de fevereiro foi marcado por salvas de canhões em Hyde Park e na Torre de Londres. Mas já que a coroação só teve lugar em junho de 1953, foi esse o mês escolhido para as festas mais vistosas, entre elas uma no Palácio de Buckingham onde atuarão os Sirs do costume – Paul McCartney ou Elton John.
Ainda mais espetacular será o cortejo suntuoso no Tamisa, no qual até mil embarcações de todos os tipos e tamanhos poderão participar. Seria a maior esquadra em 350 anos, lembrando um evento retratado por Canaletto, feito para impressionar os súbditos.
Mas no meio dos cortes na despesa pública, o custo (12 milhões de euros) do cortejo não será pago pelo estado, mas sim por doações. Houve também polémica sobre a proposta de encomendar um novo iate real. O Governo descartou rapidamente a ideia.
A rainha terá que recorrer a um iate emprestado por um magnata para a digressão de cinco meses que fará a partir de março por ar, terra e mar, “para rededicar-se ao povo”. Será, provavelmente, mais uma prova de como a generalidade do povo a admira ou reconhece a sua resistência e dedicação.
O problema é que o seu delfim está longe de ter o mesmo estatuto. Carlos é conhecido por intrometer-se em assuntos de Estado. Nisto, os relatos de ele ter apoiado a ideia de um novo iate não ajuda nada.
11/02/2012 Deixe um comentário

Pedro Guerreiro e Marie-Line Darcy, presidente da Associação, no almoço informal organizado pela AIEP.
No dia 4 de fevereiro, no restaurante Tágide, localizado na baixa lisboeta, alguns membros da AIEP participaram num almoço informal com o jornalista Pedro Guerreiro, atual diretor do Jornal de Negócios.
O assunto que dominou o almoço foi a atualidade portuguesa: economia, globalização e negócios internacionais.
Pedro Guerreiro tem 38 anos, nasceu em Lisboa e é também colunista da Sábado, Record, Correio da Manhã e Rádio Renascença. É comentador da RTP, da Antena 1, da CNN e da Aljazeera. Foi um dos fundadores do jornal de negócios em 1997, projeto que por ser pioneiro em Portugal, viria a integrar o grupo Cofina.
02/02/2012 Deixe um comentário

Canadá e os seus protocolos
Por Alison Roberts, jornalista “freelance” britânica
A deportação da família Sebastião para os Açores deu ao Canadá manchetes em Portugal que não costuma ter. Embora a expulsão de cidadãos portugueses do país se dê com relativa frequência, ninguém se lembra de uma família tão numerosa – dez pessoas, embora nem todos portugueses – ter sido sujeita a tal procedimento.
No entanto, na comunicação social do próprio Canadá, a história não teve tanta cobertura. Os protestos da comunidade síria contra a deportação de um crítico do regime Assad tiveram mais eco. Ultimamente o que mais há nos média são notícias sobre deportações – de países que vão da Somália ao México – e sobre a política da imigração. Esta tem sido uma prioridade para o Partido Conservador, que ganhou as eleições de Maio após prometer agilizar as deportações. O alvo principal, dizia, seriam criminosos que estarão a aproveitar-se dos recursos para ficarem.
Já no mandato anterior, ainda sem maioria absoluta, tinha vindo a alterar a política. Em 2009 houve 50% mais deportações que uma década antes – uma prova, diziam os defensores dos imigrantes, de um sistema demasiado agressivo. A esmagadora maioria não eram criminosos, mas candidatos ao estatuto de refugiados, de acordo com o próprio Governo. Quando eu migrei em criança para o Canadá (a família acabou por fazer marcha atrás uns anos mais tarde) a maior parte dos imigrantes tinha vindo da Europa, sobretudo das Ilhas Britânicas.
Hoje em dia, as fontes são mais diversas, e cada vez mais recém-chegados reclamam o estatuto de refugiado: 35mil em 2009 (No caso dos açorianos, esta reclamação só atrapalhou a sua situação). As atitudes da população deste país de imigração por excelência têm estado a mudar. Em 2010, as sondagens mostravam que uma maioria não queria acolher tamiles caçados das suas aldeias pelo Exército de Sri Lanka.
Recentemente, o Governo federal resolveu tornar obrigatório às muçulmanas mostrar as suas caras quando fazem o juramento para adquirir a nacionalidade, enquanto a província de Quebeque debate legislação para barrar o véu em utentes de alguns serviços oficiais. A ideia do Canadá como um país bondoso, de coração e portas abertas, está em crise.