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Luís Afonso, Jornal de Negócios

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Blog Anterozóide

Jornalistas da AIEP jantam com Mário Soares

No dia 2 de Dezembro, no Bairro Alto, em Lisboa, alguns membros da AIEP participaram num jantar com Mário Soares, no âmbito do lançamento do seu novo livro “Um Politico Assume-se”.

Souto Moura vence prémio Personalidade do Ano – Martha de la Cal

Todos os anos, nesta época de Natal, os jornalistas da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal reúnem-se para divulgar a personalidade portuguesa que teve maior projeção internacional. Em 2011, o vencedor do prémio Personalidade do Ano – Martha de la Cal foi o arquiteto Eduardo Souto de Moura.

A eleição ocorreu no passado dia 14 de dezembro, numa das salas do Palácio Foz, nos Restauradores e Souto de Moura foi considerado a “pessoa portuguesa que mais fez pela imagem do país no exterior”, segundo os membros da Associação.

Este ano, o arquiteto foi também reconhecido com o prémio Pritzker, o Nobel da arquitetura, que venceu em março. Este prémio é considerado o mais importante reconhecimento mundial na área de arquitetura e foi entregue pelo presidente norte-americano Barak Obama. O presidente definiu o português como alguém que “nunca se satisfaz com soluções fáceis”. Também este ano, Souto de Moura recebeu o Prémio Secil de Arquitetura, pela Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais.

Na festa de Natal da AIEP, o arquiteto galardoado foi representado por Ricardo Santos que afirmou ter ficado muito feliz e honrado com o prémio atribuído. O prémio foi considerado “uma grande honra, visto estarmos numa altura em que os prémios de uma carreira chegam sempre muito tarde para todo o esforço que se faz”. Segundo o arquiteto, “é sempre bom ser-se reconhecido no país que nos pertence, apesar de, nesta altura, os grandes projetos estarem direcionados para o estrangeiro”. O colaborador de Souto de Moura afirma ainda estar descontente com a situação do nosso país, que está “completamente parado em termos de produção e iniciativas”.

Eduardo Souto de Moura nasceu a 25 de julho de 1952, no Porto, e iniciou o seu percurso profissional ao lado de Siza Vieira, com quem trabalhou durante cinco anos. Licenciou-se pela Escola Superior de Belas Artes do Porto e, no ano de 1980, recebeu o seu primeiro prémio da Fundação António de Almeida.

Entre as suas obras mais conhecidas, destacam-se, além da Casa das Histórias, o Estádio Municipal de Braga, a Casa das Artes no Porto, a Estação de Metro da Trindade, o Centro de Arte Contemporânea de Bragança, o Hotel do Bom Sucesso em Óbidos, o Mercado da Cidade de Braga e a Marginal de Matosinhos-Sul.

A AIEP, fundada há 32 anos, elegeu o arquiteto e justificou a sua escolha, definindo-o como “um dos mais relevantes arquitetos de sua geração”. Segundo o júri, “a obra de Souto Moura caracteriza-se por ter um desenho contemporâneo com ecos da arquitetura tradicional”. A personalidade foi escolhida pelos 50 jornalistas que são membros da AIEP e que representam meios de comunicação em mais de 20 países.

O prémio Personalidade do Ano – Martha de la Cal já ocorreu em anos anteriores e já foram distinguidos pela associação personalidades como Carlos Paredes, os Capitães de abril, José Saramago, Mariza, António Guterres, Durão Barroso, Rosa Mota, Álvaro Siza Vieira, Luís Figo, Joaquim de Almeida, Vanessa Fernandes, Fundação Gulbenkian, Fundação Champalimaud e António Mega Ferreira, entre muitos outros.

Durante o serão, os convidados puderam contar com inúmeras surpresas, entre as quais a atribuição de vários prémios e uma atuação da cantora cubano-cabo-verdiana Danae, que encheu a sala com a musicalidade da sua voz. A cantora apresentou-nos algumas músicas do seu segundo álbum, “Cafuca” e também algumas composições que entrarão no terceiro álbum, que será gravado em 2012. Apesar de toda a agitação e preparativos de última hora, a festa foi considerada um grande sucesso.

Repercussão na imprensa:

Diário de Noticias: http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=2185757&seccao=Arquitectura

Público: http://www.publico.pt/Cultura/eduardo-souto-de-moura-e-a-personalidade-do-ano-da-imprensa-estrangeira-em-portugal-1525099

Sol: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=36265

RTP: http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Arquiteto-Eduardo-Souto-Moura-foi-distinguido-pela-imprensa-estrangeira-em-Portugal.rtp&headline=20&visual=9&article=509785&tm=4

LUSA: http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5h7e1hutRLhs0z88dyJXZ1_nfn5aA?docId=13485601

Porto 24: http://porto24.pt/vida/14122011/personalidade-portuguesa-do-ano-e-souto-de-moura/

O adeus a Duda Guennes – Lecticia Cavalcanti

Lecticia Cavalcanti, de Recife (PE), para o Portal Terra

Coluna escrita com a colaboração de José Paulo Cavalcanti

A vida é um incêndio. Nela
Dançamos, salamandras mágicas.
Que importa restarem cinzas
Se a chama foi bela e alta?
Mario Quintana (“Esconderijo do Tempo”)

Duda Guennes agora é uma estrela. Fernando Pessoa disse que “alguns morrem logo que morrem, outros viverão na memória dos que os viram e os amaram, mas a todos cerca o abismo do tempo que por fim os some”. Morremos aos poucos. Primeiro, no ato físico de findar. Depois, na lembrança dos amigos. Até quando se vai o último deles e vivemos então a derradeira e definitiva morte. Assim será também com ele. “Duda Guennes, de Portugal e do estrangeiro” – ainda hoje diz, alheia a tanta consternação, uma gravação de seu “telemóvel”. Só que ele era isso, de fato. Um estrangeiro, em Portugal e também na sua própria terra. Mas ninguém era tão português como Duda – mesmo não tendo nunca falado com sotaque, depois de 30 anos morando ali. E ninguém jamais amou tão incondicionalmente a terra em que nasceu. Bem visto, é como se duas terras fosse pouco a quem se considerava parte do universo. Entre suas paixões estavam culinária e futebol. Torcia pelo Íbis. Vestia sua camisa, literalmente, proclamando com orgulho ser o “pior time do mundo”. É que, no fundo, talvez Duda fosse o próprio Íbis, pássaro preto voando por tantos lugares. Seja como for, na sabedoria de seu bom humor constante, e na inteligência fina das pequenas observações do cotidiano, ele era mesmo, palavras suas, nosso “professor de maravilhas”.

Dele ficarão muitas lembranças. Pedaços de quebra-cabeça formando um desenho lógico, onde cada amigo põe suas peças. Em nosso caso, as imagens estão ligadas sobretudo a quando íamos a Lisboa. Estávamos juntos, sempre. A Fátima, por exemplo, tantas vezes fomos que agora, indo sem ele, Nossa Senhora haverá de perguntar – “E o Duda, onde andará?” Aos restaurantes, era (quase) todas as noites – Solar dos presuntos, Galito, Gambrinus, Tromba Rija, As Velhas. Sempre os três. Depois juntou-se, ao pequeno grupo, Aninha – o melhor que poderia ter lhe acontecido, nessa última quadra de vida. Passamos a ser quatro, então. De vez em quando, com sua filha Dorinha, cinco. Agora o grupo ficou menor e mais pobre, sem ele. A vida tem seus mistérios. Pouco antes do fim, como se pressentisse o que estava por acontecer, me deu todos os seus recortes (jornal/revista) de culinária. Milhares de artigos ou só notícias, pacientemente colecionados por décadas. Quem o conheceu sabe que fazia isso com muitos assuntos – futebol, economia, cinema, teatro, anúncios (de chapéus a eletrodomésticos).

Em abril, esteve pela última vez no Recife, especialmente para o lançamento da biografia de Fernando Pessoa, de José Paulo. Então nos contou que estava preparando um trabalho sobre a morte. Não um livro triste, como se poderia imaginar. Era a morte nos jornais, e sempre com uma pitada de bom humor. Que Duda era sobretudo isso. Um homem feliz, apesar da dura existência. Ele não morava na Rua da Alegria por acaso. Era a própria alegria da rua. E dos seus amigos. Marcelo Mario Melo, em belo poema, sugere que devemos nos lembrar dos amigos não pelas chagas de seus martírios, mas por seus jeitos de rir. Assim seja, pois. E assim é que vamos nos lembrar dele. Rindo. Não sabemos se o livro chegou a ficar pronto. Se estiver, um amigo agora escreva, por ele, seu capítulo derradeiro. Victor Hugo disse que “a vida é uma frase interrompida”. No seu caso, sem dúvida, uma bela frase. Saudades de Duda.

P.S. Dois dias antes de morrer, mandou para José Paulo relação de livros raros, que encontrou num alfarrabista. E, para mim, e-mail (eram vários, todos os meses) sugerindo temas para colunas de culinária. Na próxima semana, como homenagem a ele, cumprirei suas ordens. E, lembrando o velho amigo que se foi, segue abaixo receita de um de seus pratos preferidos.

RECEITA: AÇORDA DE BACALHAU (Receita do restaurante O Galito)

INGREDIENTES (sem especificação, na receita, da quantidade dos ingredientes):

Bacalhau
Coentros
Alho
Pimentão Verde
Azeite
Sal
Pão Caseiro
Ovos

PREPARO:

* Cozinhe as postas de bacalhau.
* Depois de cozido, retire o bacalhau e reserve a água.
* Em pilão, junte dentes de alho, pedaços de pimentão verde, coentro e sal.
Amasse bem. Junte bastante azeite e um pouco da água do cozimento do bacalhau. Embeba as fatias de pão. Acrescente ovos cozidos. E o bacalhau.

Link: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5400047-EI6614,00.html

O adeus a Duda Guennes – Virginia López

Histórico de la prensa portuguesa, 

por Virginia López, jornalista do El Mundo

El nombre de Duda Guennes no volverá a aparecer firmando Meu Brasil Brasileiro, la columna periodística más antigua de Portugal, que él escribía desde 1980 en el diário desportivo ABola. El periodista brasileño, que llegó al país luso unos meses después de la Revolución de los Claveles de 1974, falleció este viernes a los 74 años de edad.

Eduardo Guennes Tavares de Lima nació en 1937 en Recife, en el Estado brasileño de Pernambuco. Y aunque llevabamás de 30 años afincado en Portugal, donde conoció a su esposa ymadre de su hija, nunca perdió su acento tan característico, propio de una tierra que añoraba y de la que hablaba con frecuencia. Con su particular sentido del humor, solía decir que más que brasileño era pernambucano, porque «por fatalidad había nacido allí, en Pernambuco, que está poeticamente probado que es donde termina el mundo y desde donde después comienza el resto de la geografía».

Así eran las crónicas de Duda Guennes, plagadas de ironía y con ese sentido del humor que le salía a bocanadas de su pluma, como el humo del cigarro que siempre le acompañaba.

Hijo de un coronel, en su infância estudió en un colegio de jesuitas. Desde joven se dedicó a escribir, de lo que fuese: fútbol, candomblé o folclore brasileño. Actualmente colaboraba con El Comercio de Pernambuco y estaba escribiendo un libro que ya no terminará y cuya temática, irónicamente, era la muerte.

Hasta hace bien poco, Duda Guennes se paseaba casi a diário por las calles del centro de Lisboa, con su espíritu juvenil y su cazadora vaquera. Casi también a diário entraba en la sala de prensa que los corresponsales extranjeros tienen  en el Palacio Foz, en plena Plaza de los Restauradores, en el corazón de la capital lusa. Ahí leía la prensa y

charlaba con los colegas de otras nacionalidades, a quienes siempre tenía una historia divertida que contar. A las chicas nos saludaba con un beso en la frente y si hacía más de un par de días que no nos veía, nos expresaba lo mucho que nos había echado de menos en todo ese tiempo, con esa chispa brasileña que siempre le caracterizó. De hecho él decía que Brasil es un país «con gracia» y «lamejor de toda las invenciones portuguesas, incluyendo el bacalao de Noruega». Desde este lado del charco, se refería a su «Brasil brasileiro» diciendo que es «el mejor país del mundo para sentir saudades» porque, entre otras cosas, tiene elmejor fútbol.

El deporte rey era una de sus grandes pasiones y casi siempre acababa llevando la conversación por esos derroteros. Y tenía historias tan divertidas como surrealistas, como aquella en la que contaba, con su desparpajo inigualable, que se había perdido uno de los mejores partidos de Pelé porque esa tarde, en vez de ir al estadio, se le ocurrió ir al cine. «Ya lo había visto jugar tantas veces y era la última vez que exhibían aquella película. ¡Cómo me iba a imaginar que sería un partido histórico y que yo me lo perdería, dormido en la butaca del cine porque la película era infumable!».

Todas esas experiencias de vida que él transformaba en verdadeiras anécdotas quedaron plasmadas a lo largo de los años en sus crónicas, que después fueron editadas en un libro. No es lo único que queda de uno de los corresponsalesmás antigos de Portugal, también uno de los fundadores de la Asociación de la Prensa Extranjera donde además de ser como una especie de padre omentor fue siempre un amigo, siempre con una sonrisa en los labios, un periódico bajo el brazo, y una historia que contar.

Diário Económico – Entrevista com Marie-Line Darcy, presidente da AIEP

“Em Portugal o discurso é redundante e isso é perigoso para o jornalismo”

A economia tem dominado a notícias produzidas pelos correspondentes estrangeiros em Portugal.

por Catarina Madeira, Diário Económico.

No último ano, tornou-se frequente ver microfones da TVE nas conferências de imprensa de ministros portugueses. A situação económica e o risco de contágio a outros países da Europa colocaram os holofotes sobre um pequeno país que nunca deu manchetes além fronteiras. A presidente da Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal e correspondente da “Radio France Internationale” e do “La Tribune”, Marie-Line Darcy, revela como é Portugal aos olhos dos correspondentes.

O que é que os estrangeiros querem saber sobre Portugal?

Nada (risos). Bem… é um país da União Europeia e, a partir daí, ganha algum interesse.

Não querem acompanhar a economia? Nem que seja pelo risco de contágio…

Sim, a economia tem dominado. Quando a Moody’s decidiu cortar o ‘rating’ de Portugal, a procura de notícias foi intensa. Estive 24 horas a fazer notícias sobre isso, com directos para a rádio. No mês passado fiz um directo também sobre aumento dos preços dos transportes e a avaliação da ‘troika’.

Além dos correspondentes, há jornalistas estrangeiros que vêm a Portugal com mais frequência…

Sim, muitos. No início do ano, as presidenciais foram o gancho para os meios franceses acompanharem mais de perto a crise e as manifestações da “geração à rasca”. Mas, com os movimentos nos países árabes, Portugal acabou por se tornar invisível.

Nos últimos anos, aumentou o número de correspondentes ?

Houve uma nova vaga de jornalistas de Espanha, que agora voltou a diminuir porque os meios espanhóis estão com grandes dificuldades financeiras. E há muitos brasileiros. Mas as agências reduziram bastante o pessoal. A AP, por exemplo, agora só tem uma pessoa em Portugal, quando já foram muito mais. A TVE só tem um jornalista e um câmara.

Quais as dificuldades de um correspondente em Portugal?

O acesso às fontes. Portugal é pequeno, por isso, a mesma pessoa que é professor catedrático, é também conselheiro de um organismo público, intervém no estudo de impacto do TGV… Não há gente
suficiente com opiniões diferentes ou sem interesses envolvidos. Muitas vezes não estamos interessados nas estrelas e nos protagonistas de sempre e é difícil fugir a isso. O discurso torna-se redundante, o que é perigoso em termos jornalísticos.

É difícil fazer reportagem?

Ultimamente tenho tido muita dificuldade em falar com as pessoas, mesmo na rua, sobre a crise e tudo o que tenha a ver com as suas implicações sociais. As pessoas parecem ter medo.

E com as fontes do Governo?

É muito difícil fugir ao discurso institucional. Não sei ainda como vai ser com o Governo de Passos Coelho,  mas com o de José Sócrates era muito difícil.

As peças sobre Portugal são sobretudo negativas ou positivas?

É importante dizer, que os jornalistas estrangeiros têm interesse em falar sobre coisas boas. Nós achamos que este não é um país normal, na originalidade, na capacidade de reagir, no humor. Mas
neste momento a tendência é para noticiar o negativo.

Qual é o estado da liberdade de imprensa em Portugal?

Há uma concentração preocupante dos meios e a fraca adesão dos portugueses à leitura de jornais é perigosa, que torna a imprensa mais frágil. Depois há uma grande implicação das redes políticas,
mais por culpa dos políticos do que dos jornalistas.

El Correo Gallego – 30/08

La rentrée más amarga para los portugueses

Por Begoña Iñiguez

LAS vacaciones estivales llegan a su fin. De vuelta a la rutina y a Lisboa el panorama no puede ser más desolador al otro lado del Miño, con los duros ajustes que entrarán en vigor a partir de octubre. En agosto los portugueses se han refugiado en las fabulosas playas del Algarve o de la Costa Alentejana haciendo oídos sordos a la crisis, y a las llamadas de atención del Gobierno del conservador Passos Coelho pidiendo contención y ahorro ante los duros meses que se avecinan. En mi barrio, uno de los más comerciales de la capital portuguesa, las tiendas, cafés y restaurantes no han dudado en cerrar por vacaciones durante un mes como si nada ocurriera.

Si alguno de ustedes se ha escapado a Portugal en julio o en agosto no habrá descubierto ni rastro del país que tuvo que ser rescatado hace tan solo unos meses. Los chiringuitos, restaurantes, cafés, cámpines y hoteles de norte a sur del país han estado llenos a rebosar, sobre todo en el Algarve, en la Costa Vicentina y en Lisboa. A falta de datos definitivos, los hosteleros lusos se muestran muy satisfechos con el desarrollo de esta campaña de verano.

Durante mi retiro veraniego en Galicia, amigos y familiares me preguntaban ¿dónde está la crisis en Portugal? Mi respuesta ha sido siempre la misma: hay que profundizar, ir a los supermercados y ver lo que se compra, pasear por los barrios menos turísticos, acercarse a hospitales y ambulatorios, llenos a rebosar, con falta de personal. Además de preguntar a la gente cuánto ganan, lo que pagan de impuestos y lo que van a pagar.

Al 23% de IVA que ya se aplica a los productos de consumo, que no son de primera necesidad, a los servicios prestados por los trabajadores independientes y a las facturas telefónicas, por ejemplo, habrá que sumar a partir del 1 de octubre las facturas del gas y de la electricidad y algunos productos que hasta el momento tenían el IVA entre el 6 y el 13%. Imaginen lo que va a suponer mensualmente para cualquier familia lusa este incremento. Además, en diciembre gran número de trabajadores y pensionistas tendrán un recorte, entre el 50% y el 15%, en su paga extraordinaria de navidad.

Si seguimos profundizando veremos que este verano los bonos de transporte urbano e interurbano, que utilizan la mayor parte de los trabajadores para desplazarse a sus empleos, han vuelto a subir, la liga de bomberos portugueses ha amenazado con cerrar varias corporaciones locales si el ministerio de Sanidad no les paga los servicios que les debe por transportar a enfermos a hospitales, muchas escuelas públicas lusas no tienen, a estas alturas, plazas suficientes para los alumnos, ante el desmesurado número de estudiantes de Primaria y Secundaria, procedentes de los privados, que lo han solicitado.

Las cuentas no le salen a las familias de clase media que han vuelto a matricular a sus hijos en las escuelas del Estado porque no pueden pagar las carísimas matrículas de los colegios privados. Les recuerdo que en Portugal no existen los colegios subvencionados por el estado como en España. Lo mismo está ocurriendo con los libros y las comidas escolares. Varios centros han pedido a alumnos de años anteriores sus libros para dárselos a los que no los pueden comprar. Y cada vez más, en los colegios privados, los estudiantes llevan su comida de casa para no tener que pagar el comedor.

Estas vacaciones, como cada verano, han sido un mero espejismo en el país vecino. Lo peor llega ahora con las cuentas echando humo, deudas y facturas urgentes que pagar y con la dura realidad a la puerta de casa. ¿Serán capaces nuestros vecinos de cambiar de hábitos y apretarse el cinturón con los nuevos sacrificios impuestos por el rescate? Es lo que pretende el ejecutivo de Passos Coelho, y lo que les asegurará dentro de unos días a Zapatero, Merkel y Sarkozy, en Madrid, Berlín y París.

Periodista

Link: http://www.elcorreogallego.es/opinion/ecg/rentree-amarga-portugueses/idEdicion-2011-08-30/idNoticia-696577/

BBC – 03/08

Portugal debates budget to bring debt under control

Por Alison Roberts, Correspondente da BBC

Portugal’s parliament on Wednesday debates amendments to the budget for the current year, as the centre-right government fights to bring the deficit and debt under control.

The legislation was drafted by finance officials in part to allow the state to add 12bn euros into the country’s banks, which have been all but shunned by international commercial lenders.

The measure was foreseen under a much larger bailout already agreed with the European Union and International Monetary Fund.

Alison Roberts reports.

Link; http://www.bbc.co.uk/news/business-14385392

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 30/07

No Brasil, é tempo de voar!”

Por Juliana Iorio, Jornalista Freelancer para o Portal UOL e Revista Persona Mulher

Foi-se o tempo em que viajar de avião era “coisa para ricos!” Hoje em dia qualquer pessoa, pelo menos no Brasil, pode viajar de avião!

O aumento das companhias aéreas “low cost”, a diminuição dos preços das passagens, provocada pela concorrência, aliada a um incremento do poder aquisitivo, tem feito com que, aqueles que até então só podiam viajar de autocarro, hoje tenham a oportunidade de viajar de avião.

Observa-se por todo o país os aeroportos lotados, e não é só por causa das férias! Mulheres-a-dias, aposentados, que nunca haviam viajado de avião, hoje podem fazê-lo graças às tarifas promocionais, ao pagamento parcelado das passagens e à subida do poder de compra.

Só nos cinco primeiros meses deste ano, o número de passageiros que viajou de avião dentro do Brasil aumentou 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o maior crescimento registado no mundo, de acordo com informações divulgadas pela comunicação social brasileira. Uma busca rápida pela Internet revela que já existem até guias on-line para quem viaja de avião pela primeira vez no Brasil!

Nos últimos dois anos, o número daqueles que escolheram o avião para viajar pelo Brasil aumentou 39,4%, ou seja, subiu para 139,4 milhões e, em contrapartida, o número de passageiros que viajaram de autocarro, mais de 75 quilómetros, caiu 9% (de quase 54 milhões em 2008, para 49 milhões em 2010), também segundo informação divulgada pela comunicação social.

Se por um lado, hoje podemos encontrar uma grande gama de companhias aéreas de baixo custo no Brasil (as mais conhecidas são a “Gol” – que acaba de adquirir a “Webjet” – e a “Azul”), que se “digladiam” em buscas de clientes; por outro lado, estes quando chegam aos aeroportos, muitas vezes deparam-se com a falta de informação e com serviços que lhes podem custar o dobro do preço. A alimentação nos aeroportos, por exemplo, é um dos serviços onde a falta de concorrência faz manter a alta nos preços.

As redes hoteleiras no Brasil, por sua vez, não têm conseguido atender a demanda. Actualmente, conseguir um quarto de hotel na cidade de São Paulo não é uma tarefa nada fácil! Apesar dos investimentos no sector, que se têm verificado em todo país, sobretudo por grupos estrangeiros, estes ainda são deficientes em vista da procura que se tem sentido. Se hoje, e apesar dos altos preços praticados, já é difícil conseguir um quarto de hotel em São Paulo, como será quando o país sediar o Mundial de 2016?

Transportes Terrestres tentam “driblar” a perda de clientes

Numa tentativa de driblar a perda de clientes e estimular o uso do transporte terrestre, as empresas de autocarro no Brasil têm introduzido algumas inovações. Para além dos bilhetes poderem ser pagos em até seis vezes, já existem programas de “milhas” e até tarifas diferenciadas de acordo com as poltronas! Além disso, os descontos nos preços dos bilhetes podem chegar a 50%.

Capacidades dos aeroportos superam preocupação com tráfego aéreo

O tráfego aéreo tem aumentado no Brasil, e com ele o número de acidentes aéreos. Segundo a comunicação social, o número de mortos em acidentes aéreos nos seis primeiros meses de 2011 superou o índice de todo o ano anterior. No entanto, devido ao Mundial de 2016, questões como a capacidade dos aeroportos e os meios de transportes para deslocações dentro do Brasil, têm sido apontadas como as mais críticas e prioritárias.

Rádio Deutsche Welle – 28/07

Por Alison Roberts

In Portugal, an arts festival in the town of Coimbra is breathing new life into one of the world’s most celebrated true-life love stories. A foundation named after Inês de Castro, a 14th century Spanish noblewoman whose affair with Portugal’s crown prince prompted the king to have her murdered, is organizing concerts, art exhibitions, talks and even gastronomic events on the theme of Passions.

Audio: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,6581570,00.html

Pas Cher Lisbonne

Lisboa tornou-se nos últimos anos, uma das cidades preferidas dos turistas franceses. Há 2h30min de voo de Paris, a capital portuguesa é apreciada pela sua diversidade. Cultura, praia, clima ameno o ano todo, boa gastronomia, … Lisboa reúne características únicas na Europa.

 Este guia, intitulado “Week-end pas cher à Lisbonne” (“Fim de semana a preços acessíveis em Lisboa”), insere-se numa colecção de guias turísticos “anti-crise” da editora parisiense Les Beaux jours. É o ultimo livro desta colecção que reúne conselhos práticos para descobrir cidades como Londres, Nova Iorque, Istambul, Roma, Bruxelas, Madrid, Berlim, Praga ou Barcelona.

 A viver em Lisboa desde 2003, Levi Fernandes aprendeu a descobrir esta cidade através da sua actividade de correspondente, para vários meios francófonos.

Marie-Line Darcy nova presidente da AIEP

Ampliar as relações da imprensa estrangeira com a sociedade portuguesa é uma das principais metas da nova direção da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal. Eleita na terça-feira, 28 de junho, para um mandato de um ano, a nova direção é presidida pela jornalista francesa Marie-Line Darcy.

A nova direção é composta também por Belén Rodrigo (Espanha) e Levi Fernandes (França) como vice-presidentes, Jair Rattner (Brasil) como secretário/tesoureiro, e os vogais Alison Roberts (Reino Unido), Anete Costa Ferreira (Brasil), Eva Henningsen (Dinamarca), João Carlos (São Tomé e Príncipe) e Renato Mendes (Brasil).

Fundada há 33 anos, a Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal reúne correspondentes acreditados no país, de veículos que incluem meios impressos, rádio, televisão, internet e agências de notícias. No total, a AIEP conta com 55 membros.

Repercussão na imprensa:

Economia-Negócios-Finanças-Media

Media: Marie-Line Darcy é a nova presidente da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal

Lisboa, 08 jul (Lusa) – A jornalista francesa Marie-Line Darcy é a nova presidente da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP), informou hoje a entidade, que tem agora uma nova direção para um mandato de um ano.

“Os correspondentes em Portugal têm um papel fundamental para dar a conhecer o país, seja pelo que acontece de bem, seja pelo mal, Somos sempre os primeiros a reagir e a enviar informações sobre os acontecimentos da sociedade portuguesa. A AIEP constitui um dos meios de dinamizar o nosso trabalho como jornalistas”, diz a nova presidente da associação em nota endereçada à agência Lusa.

A nova direção é composta, para além de Marie-Line Darcy, por Belén Rodrigo (Espanha) e Levi Fernandes (França) como vice-presidentes, Jair Rattner (Brasil) como secretário/tesoureiro, e os vogais Alison Roberts (Reino Unido), Anete Costa Ferreira (Brasil), Eva Henningsen (Dinamarca), João Carlos (São Tomé e Príncipe) e Renato Mendes (Brasil).

A AIEP foi fundada há 33 anos e reúne correspondentes acreditados em Portugal de jornais e revistas, rádio, televisão, Internet e agências de notícias. No total, a AIEP conta com 55 membros.

PPF.

Lusa/Fim

ABC – 26/06

 

Padre Vítor Melícias: “Soy un padre que quiso cambiar el mundo”

por Belén Rodrigo

Ha compaginado su vida de fraile con una larga lista de funciones y cargos en la sociedad civil, como presidente de los bomberos o máximo responsable de un banco. Tiene buenos amigos en la política y con algunos compartió el deseo de cambiar la realidad.

“Me considero la persona y el fraile más feliz del mundo. Soy padre franciscano de la orden menor, tengo 72 años, sentí la vocación con 11 años. Estudié en el colegio franciscano de Braga donde conviví con frailes de una generación que defendía la libertad política y de conciencia de las personas. Me ordené en 1962 y fui para Roma donde estudié Derecho Canónico en tiempos del Concilio del Vaticano II. Regresé a Lisboa y estudié Derecho y por entonces conviví con una generación que pasó a ser conocida como el “Grupo de la Luz”, porque nos reuníamos todos los sábados en el Seminario da Luz. Eran los jóvenes más brillantes de la universidad por aquellos tiempos, entre ellos estaban el ex – primer ministro Antonio Guterres, el que fuera líder de la oposición Marcelo Rebelo Sousa, y muchos otros. Incluso el actual jefe del Ejecutivo, José Sócrates, participó en nuestros encuentros en los que leíamos textos del Concilio del Vaticano II y lo relacionábamos un tema de la realidad nacional que vivíamos, acabando con la Eucaristía. Vivíamos con emoción esos momentos, porque nuestro deseo era poder cambiar las cosas.

Nunca he estado inscrito en un partido político aunque haya tenido funciones sociales muy próximas al Gobierno. Las personas sospechan que tengo una cierta relación con el partido socialista por ser amigo de muchos políticos que pertenecen al grupo católico del Partido Socialista. También soy confesor de Antonio Guterres. Considero positivo el convivio con los políticos, las cosas no son fáciles para ellos aunque hay que reconocer que algunos están por interés. El propio sistema necesita ser alterado y tener influencia de líderes que motiven a las personas y que transmitan valores. Se permite mucha corrupción e ineficacia. El anterior primer ministro venía a nuestras reuniones, es una persona buena pero en la posición en la que está…se ve obligado a mentir, a disfrazar las cosas o lo mismo ya ha ganado el vicio.

Por opción tuve oportunidad de participar en actividades de la sociedad civil. He ocupado muchos y diversos cargos. Entré como bombero voluntario y acabé por ser presidente de la Liga Nacional de los Bomberos y hoy soy el bombero más condecorado de todo Portugal. Me invitaron para presidir el banco Montepío Geral, en el que permanecí 5 años. Presidí las misericordias y tuve funciones tan curiosas como la de firmar la lotería durante cinco años. Estuve en Timor como Alto Comisario. Hago aquello que más me gusta, que es motivar a las personas para participar en la sociedad. Pero mi primera tarea ahora es ser el superior de los franciscanos y dinamizarles, además de ser el presidente de los frailes menores de toda Europa. Un total de 8600 franciscanos…son muchos frailes.

Siempre defendí que el franciscano es un fraile del pueblo, como Juan Pablo II le llamó. Un hombre que debe vivir con el pueblo, sus angustias y necesidades. Como franciscano el hombre es antes de más un hermano, no un individuo. En Europa vivimos tres grandes problemas: el paro, el envejecimiento y la necesidad de movilidad. Hace falta ser altamente innovadores en materia social. Es de una enorme actualidad el mensaje franciscano. El ser humano está viviendo por encima de sus posibilidades, gastando la naturaleza, hay que ahorrar porque no tenemos recursos.

Es difícil compaginar todo pero mis frailes fueron muy tolerantes conmigo. No es normal que un fraile tenga tantas actividades, en la historia no hubo ningún otro caso. Hay siempre dificultades pero con el apoyo del Señor todo se consigue. La sociedad es cada vez más laica, pero con menos sentido de la orientación, no hay respeto por las reglas. Es una crisis de valores. En Portugal vivimos una democracia formal que todavía no es real, compenetrada, debe entrar en el alma de las personas el sentido real de la democracia. Hay mucha envidia y mucho egoísmo. Tengo pena que las personas no sean más felices.

ABC – 26/06

 

Álvaro Santos Pereira

Ministro de Economía

“Portugal puede convertirse en la Argentina del siglo XXI”

Belén Rodrigo – Corresponsal Lisboa

Hace apenas unas semanas la política no entraba en los planes de Álvaro Santos Pereira, economista, profesor en la Universidad Simon Friser, en Vancouver, Canadá. Con motivo de la presentación de su último libro, “Portugal en la hora de la verdad”, y a pocos días de la celebración de elecciones legislativas, el entonces economista reconocía que le gustaría que el próximo Gobierno adoptase la mayor parte de las políticas que defiende en su obra. Por entonces también hablaba de su deseo de regresar a Portugal, país del que se fue hace más de quince años, y trabajar en una Universidad. Vuelve a casa pero lo hace para un cometido muy diferente al esperado. La vida le da ahora la oportunidad de cambiar el rumbo de su país al ocupar el puesto de Ministro de Economía y Empleo en el momento financiero y económico más difícil de la historia.

Ya como ministro Álvaro, como le gusta que le llamen, no quiere todavía hacer demasiadas declaraciones. Únicamente perfila lo que será su trabajo prioritario en el Ejecutivo de Pedro Passos Coelho. Empresa recupera también la entrevista realizada al hoy ministro para hablar de la situación lusa y del peligro de contagio de España por el pedido de ayuda externa de Portugal.

¿Cuáles van a ser sus prioridades en su nuevo cargo?

Las presentaré en los próximos días. Creo que ahora es importante conseguir concertación social. Y más tarde crear empleo y mirar para las empresas. Necesitamos dar más competitividad a nuestras exportaciones.

Se esperan tiempos difíciles. ¿Está preparado para los problemas?

Soy una persona muy empeñada en el diálogo y vamos a evitar las contestaciones sociales, espero que no se lleguen a producir. Por eso tengo la seguridad de que vamos a trabajar todos en equipo y creo que es importante que todos entiendan que el Gobierno no es el único que va a trabajar para los portugueses. Tenemos todos que trabajar y dar la vuelta a esta situación.

“Portugal en la hora de la verdad“. ¿Qué propone en su libro?

Este libro intenta mirar a corto y largo plazo la economía portuguesa. Pasó de un milagro (producido entre los años 50 y 80) para un desastre. Portugal tiene la deuda pública más elevada de los últimos 160 años. Con él intento influenciar y me gustaría que el Gobierno adoptase las medidas que en él propongo. No se trata de una receta mágica sino de varias soluciones.

¿Satisfecho con las medidas acordadas con el FMI y la UE?

Es muy bueno, a excepción del aumento de impuestos. Es el acuerdo más amplio realizado y mucho mejor que el irlandés y el griego. Pero a su vez es el mayor atestado de incompetencia del Gobierno de Sócrates porque no hay ningún campo en el que no propongan cambios.

¿La ayuda llega tarde?

Desde hacía meses José Sócrates estaba con pavor de perder las elecciones y empezó a jugar al pócker por con la vida de los portugueses. Empezó a decir “si viene el FMI me voy” y evitó la ayuda por encima de todo. Así perdimos centanas de millones en intereses y acabamos teniendo condiciones peores.

¿Qué le parece la actitud de los portugueses ante tanta adversidad?

Los portugueses ya saben que es inevitable lo que va a pasar. Pero no saben que la crisis es tan grave como realmente es y tampoco que la responsabilidad de la crisis se debe a las irresponsabilidades políticas. Estamos en crisis hace once años. No se puede olvidar que en los últimos diez años salieron 700 mil portugueses y ahora la inmigración va a crecer en la generación de los 30 y los 40.

¿Está en riesgo el Estado Social?

Se están cometiendo muchas irresponsabilidades. En lso años 2013 y 2014 se pagará más dinero en intereses que lo que se gasta en Educación. Hemos tenido el Gobierno más irresponsable de siempre. La deuda pública es explosiva y podemos ser la Argentina del siglo XXI.

¿Es optimista ante tanta mala noticia?

Este acuerdo es una oportunidad muy buena para Portugal pero falta saber si es suficiente. El año 2013 será crucial, veremos si el mecanismo financiero europeo está restructurado.

¿Qué opina de las grandes inversiones como el AVE?

El AVE es un error histórico, no interesa. Es un proyecto sexy pero no tiene sustancia, interesa para las mercancías. El gran error de la península ibérica fue contruir una vitola diferente a Europa, es algo pésimo. España ya está invirtiendo para la vitola mixta. Creo que la línea Madrid – Lisboa acabará por hacerse pero ahora no es el mejor momento. Lo que es esencial es bajar los costes para las exportaciones de los dos países.

España presenta indicadores muy preocupantes”

Belen Rodrigo

Grecia, Irlanda, Portugal…¿España está en peligro de ser el próximo país a ser rescatado?

España presenta indicadores muy preocupantes. La crisis inmobiliaria fue una tragedia pero tiene una política fiscal resposable. A mi entender, en España hay dos grandes amenazas. Por un lado descubrir la gran dimensión de la crisis inmobiliaria y por otro el preocupante déficit externo. Creo que la crisis inmobiliaria es una bomba con retardador. En Japón hubo una crisis inmobiliaria gravísima y veinte años después todavía no se ha recuperado. En España se corre el riesgo de que pase lo msimo si los activos tóxicos son muy elevados. Espero que esto no ocurra porque sería además muy malo para Portugal.

¿Cree que España está aprendiendo con lo que está ocurriendo con Portugal?

Debe aprender y tomar nota de algunas recomendaciones. Puede hacer lo mismo en temas como la reducción de la tasa social única que la empresa paga por cada trabajador a la Seguridad Social. Si se reduce exportas más y creas más empleo. Financias esta bajada con la subida del IVA o la reducción del gasto público. Así ganamos competitividad aunque penalizas el consumo y habrá un ablandamiento.

¿Las repercusiones de un pedido de ayuda de España serían muy diferentes?

Desde luego, por el peso que tiene la economía española en la zona Euro. En este caso el paquete de medidas sería muy lago. Digamos que hasta ahora hemos tenidos sismos de intensidad 5 y con España sería superior a 7. Las repercusiones de una crisis y rescate a España sería mucho más grave. Si la economía española no crece y la crisis inmobiliaria es más grave de lo que se piensa, sería muy peligroso para la zona Euro.

¿Qué ha hecho mal España?

Existió una excesiva concentración en la construcción. Faltó también a las autoridades diagnosticar el problema pero políticamente es muy difícil hacerlo. No controlaron las facilidades de crédito. Pero es que realmente hasta hace poco tiempo los economistas no se dieron cuenta que las crisis inmobiliarias eran tan importantes en las crisis financieras.

¿Las actuaciones políticas han sido similares?

España ha tenido una actitud más proactiva y actuaron más rápidamente. Portugal, con un primer ministro populista, aplazó todo porque que quería evitar hasta el final su caída del poder. En mi opinión Zapatero ha sido más responsable pero el problema que tenemos es muy distinto.

¿Hasta qué punto se puede culpar a los especuladores de agravar la crisis?

La especulación tiene su base en el mercado. Los malvados aparecen porque no nos portamos bien o porque los Gobiernos fueron incompetentes. El riesgo de contagio en España es moderado pero siempre existe la posibilidad de que los mercados no crean en el país y le penalicen

Economía y Literatura, sus dos pasiones

Belen Rodrigo

Adora la enseñanza y escribir, tanto libros de economía como novelas. Es economista pero no concibe su vida sin la literatura. Su primera prioridad es la familia, su mujer y sus tres hijos, Mariana, Tiago y Miguel. Nació en Viseu en 1972 y a los 16 años se fue a estudiar a Coimbra donde se licenció en Economía y por entonces tenía el deseo de crear una banda de rock. Se convirtió en una persona segura de sí misma, amante de los retos y desafíos. Se marchó a Inglaterra para hacer Erasmus y desde entonces ha recorrido varios lugares del mundo estudiando y trabajando, siempre en la docencia universitaria. Desde que vive fuera se ha constumbrado a la forma de vida anglosajona. Ya ha enseñado en los departamentos de Economía de la Universidad de Nueva York y en la Universidad British Columbia. Doctorado en Economía en la universidad Simon Fraser de Canadá, allí impartía las discilpinas de Desarrollo Económico y Política Económica. En sus clases intenta siempre retar a los estudiantes y es amante de las provocaciones, como lo demuestra en su blog, (desmitos.blogspot.com).

Abandona su vida tranquila en Vancouver por una difícil misión en Lisboa, como ministro, y será albo de todas las atenciones. No hace mucho aseguraba que lo que no le gusta del discurso político es cuando “para proteger determinado interés se esconden las verdades. Eso no lo adminito. Es un principio que espero nunca tener que abdicar en mi vida”. Los portugueses también lo esperan.

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 18/06

Falta de bom senso político em Espanha

Por Belén Rodrigo, correspondente do ‘ABC’

Quatro semanas depois das eleições municipais e regionais em Espanha, o panorama político não está a passar pelos seus melhores dias. Algumas comunidades continuam sem acordo para ter um Governo estável e os “indignados” levam mais de um mês a dar que falar. Já não se limitaram a protestar e nos últimos dias aconteceram actos de violência. O PSOE está preocupado com as próximas eleições que não quer antecipar e por momentos parece que esquece o dia-a-dia de um pais que precisa de ordem.

Enquanto algumas comunidades e câmaras dão posse ao presidente, outras continuam na luta para chegar ao entendimento. Ganhar as eleições não chega para presidir a um Parlamento porque senão se tem maioria absoluta e existe acordo entre outros partidos da oposição, o Governo fica nas mãos dos “perdedores”. Na Extremadura, por exemplo, onde ganhou o PP, um pacto entre PSOE e IU(Esquerda Unida) pode colocar de novo aos socialistas no poder. Mas parece que o PP e a IU estão a aproximar posições e poderia dar numa coligação entre duas forças políticas tão diferentes ideologicamente. As Astúrias também estão a dar problemas porque o vencedor Foro de Asturias, como ex-popular Álvarez-Cascos à frente, não se entende como PP e já se fala de um Governo PP/PSOE. A situação económica de Espanha não dá margem para se perder tempo com brigas internas. O bom-senso devia imperar mas há tempos que deixou de existir entre os políticos , ou pelo menos é isso o que transmitem aos cidadãos.

Mas o que está a dar que falar é o movimento “15M”. Na quarta feira os deputados catalães tiveram de entrar no Parlamento de helicóptero, porque o edifício estava tomado pelos “indignados”. Fica assim uma triste imagem da Democracia espanhola .Até agora todos olhavam com simpatia para estes jovens porque muitas das suas reivindicações (algumas utópicas) faziam sentido, todos queremos viver num mundo melhor demais justo. Passamos dias e vemos sinais de violência, a situação está a fugir das mãos dos responsáveis políticos. Zapatero diz “não” quando perguntam se está preocupado com os indignados mas depois a Moncloa teve de rectificar. É evidente que o movimento está dividido, à deriva  após um mês de protestos, e cresce a agressividade.

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 11/06

Santo António da colina da CruzVermelha

Por DejanStankovic,‘freelance’

Santo António de Lisboa é um santo católico romano que nunca pôs os pés numa Belgrado predominantemente ortodoxa, mas deixou uma marca distintiva na capital da Sérvia. É o santo padroeiro(em português “orago”) de uma bela igreja que enfeita a paisagem da cidade enquanto o seu culto se espalhou muito para além da minoria católica. Existe ainda uma lista de pequenos milagres que Santo António terá realizado nesta parte do mundo.

A Igreja de Santo António foi construída em1931 por ocasião dos 700 anos da morte do santo. Desde 1962,quando a sua torre de 52 metros ficou finalmente pronta, este edifício de tijolo vermelho, elegante e moderno, tornou-se numa imagem de marca da arquitectura da cidade.

E é um símbolo para todos os habitantes de Belgrado. Além dos católicos, há também visitantes de outras fés e turistas que se deslocam à igreja situada no bairro de Belgrado conhecido como Colina da Cruz Vermelha.

Ao longo dos anos, devido à cedência do solo, a torre inclinou-se 45 centímetros para um dos lados. A inclinação, semelhante à da Torre de Pisa, é bem visível, mas por milagre a torre continua de pé.

É ali que fica a sede dos franciscanos da Bósnia, cujo mosteiro fica situado numa rua residencial sossegada. As suas portas estão abertas durante todo o dia tanto para os fiéis como para os curiosos e até para os meninos que gostam de jogar futebol no seu jardim. É um facto comprovado que os frades sempre se mostraram compreensivos com as brincadeiras das crianças da vizinhança.

A igreja sobreviveu à II Guerra Mundial intacta, apesar de a área circundante ter sofrido da nos graves, tanto por causa dos bombardeamentos nazis como dos aliados. Para a população local, tratou-se de um milagre.

Durante o regime comunista do pós-guerra, quando irà igreja não era bem-visto, voltou a acontecer um milagre. Os frades de Santo António compraram grandes órgãos, os melhores da capital da então Jugoslávia. E a igreja acabou por se tornar num palco para concertos de música erudita e espiritual.

Durante a década de 1990, quando sérvios, croatas, bósniose eslovenos se defrontaram em guerras sangrentas, os seus compatriotas juntavam-se em paz neste templo ecuménico. Talvez tenha sido o maior milagre.

El Correo Gallego – 10/06

La prueba de fuego para Passos

Por Begoña Iñiguez

EN PORTUGAL, que vive su peor crisis de las últimas décadas, se abre una nueva etapa tras la victoria del centroderecha en las elecciones legislativas del 5 de junio. El conservador Pedro Passos Coelho, líder del PSD, y el demócrata- cristiano Paulo Portas, del CDS-PP, trabajan contrarreloj en las negociaciones para formar un gobierno de coalición que tome posesión antes del 23 de este mes, cuando tendrá lugar el próximo Consejo Europeo.

En el país de la calma, las pressiones impuestas por la “troika”, formada por la Comisión Europea, el Fondo Monetario Internacional (FMI) y el Banco Central Europeo (BCE), que negoció el rescate financiero de 78.000 millones de euros, han obligado a Passos y a Portas a acortar el calendário de las negociaciones. Conscientes de que tienen que demostrar a sus sócios europeos y a sus acreedores internacionales, no solo a su país, que son capaces de ponerse de acuerdo en menos de quince días, están llevando las negociaciones con la máxima discreción y celeridad. Es la prueba de fuego para el primer ministro electo y el que será, probablemente, el segundo espada de su gobierno.

Passos es economista, está casado, tiene 46 años y sangre transmontana, del norte del país. Mientras que por las venas del periodista y abogado Portas, soltero de 48 años, fluye sangre gallega, como su apellido. Tienen caracteres totalmente diferentes. Pedro es “frontal” (directo en portugués), tímido, discreto, muy cauteloso y nunca ha ejercido cargos de gobernación. Paulo es un auténtico animal político y un excelente negociador que se coaligó con Durão Barroso, cuando el presidente de la Comisión Europea era primer ministro de Portugal. Los dos tienen en común la fidelidad a sus partidos, el PSD y el CDS-PP, en los que llevan militando muchos años. Passos fue, de hecho, líder de las Juventudes Socialdemócratas.

Al próximo Ejecutivo de Lisboa le va a tocar la labor titánica de governar no solo para sus compatriotas, sino para la troika. De aquí a 2013 tendrán que llevar a cabo 291 medidas de un ajuste draconiano, entre ellas, reformas estructurales en la Función

Pública, la Educación, la Sanidad y la Banca. A esto hay que añadir nuevos aumentos de impuestos, como el IVA; más facilidades para despedir en el sector público y el privado; congelación de las grandes obras públicas, como el AVE; reducción de los benefícios fiscales, que afectará, sobre todo, a la clase media; privatización de empresas estatales; y poner en marcha un nuevo convenio de negociación colectiva. ¿Serán capaces de realizarlas? Esa es la pregunta que estos días se hacen nuestros vecinos en los cafés, los periódicos, en la cola del autobús y en sus casas.

Desde Galicia se plantean varios interrogantes como el AVE Vigo-Oporto, suspendido sine díe por el anterior Gobierno socialista y que tanto Passos como Portas no quieren construir porque no hay dinero en las arcas del Estado; la continuidad del polémico sistema de peajes en la antigua autovia A-28, entre Viana do Castelo y Oporto, discriminatorio para los conductores extranjeros; y sobre la importância que le dará el futuro gobierno de Passos Coelho a la eurorregión Galicia- Norte de Portugal. ¿Inmerso en la aplicación del durísimo programa de ajuste y sin apenas margen de maniobra, podrá el nuevo primer ministro dedicar tiempo y dinero a la cooperación transfronteriza?

ABC – 04/06

 

“En Portugal y España hay una gran insatisfacción con los gobiernos socialistas”.

Belén Rodrigo.- Corresponsal Lisboa

Pasó parte de una infancia en Tomiño (Pontevedra) de donde era uno de sus abuelos. Habla un perfecto español porque en casa de sus tías “pensaba, hablaba y rezaba en castellano”. Acaba el lía leyendo la prensa española y tampoco descuida la de otros países. El líder de la derecha lusa, Paulo Portas (ex-ministro de Defensa del 2002 al 2005) se ha convertido en la pieza clave para el próximo Ejecutivo. Su partido, el CDS-PP, es la tercera fuerza política de Portugal y sus diputados serán necesarios para que los conservadores (o los socialistas si hubiese una sorpresa de última hora) obtengan un Gobierno de mayoría parlamentaria. Recibe a ABC en la cafetería Nicola, tras un paseo con sus seguidores por el centro lisboeta.

Su campaña ha sido la mejor valorada. ¿Cree que ha ganado muchos votos?

Dije desde el primer día que esta campaña era una anti-campaña porque hasta hoy se hacían campañas electorales haciendo promesas que más tarde no se cumplían. Sobre todo con los socialistas se ha ganado el mal hábito de gobernar con el dinero que no existe, gastando lo que no tenemos. Y eso terminó. Yo he hecho una campaña realista pragmática de compromisos y no promesas. No me comprometí con lo que no quería o no estaba seguro de que fuese financiable, no quiero arrrepentirme de nada después de las elecciones. Mi campaña ha sido moderada, pragmática, positiva y austera. La situación ha cambiado totalmente. Muchos políticos están habituados a ganar las campañas con promesas imposibles pero la gente no les va a creer más. Y otros gobernaban gastando, pero no sé si entienden que ahora se nos exige gobernar ahorrando. Porque la deuda portuguesa ya es del 100% del PIB. Más grave que la española, menos que la griega pero para nuestra estructura de estado es una irresponsabilidad.

Se da por hecho un Gobierno de mayoría parlamentaria con el PSD y el CDS-PP. ¿Espera sorpresas para este domingo?

Creo que esa combinación es la más probable pero hay que esperar a ver los votos. Lo que sí espero es una gran participación. Con 48 años he visto tres intervenciones del FMI rescatando la economía portuguesa. Tres veces en 30 años es demasiado. Hay que cambiar de vida. Lo único que tengo en mi cabeza es que ésta haya sido la última vez. Que estos 78 mil millones de euros, los únicos que tenemos, sirvan para ayudarnos a cambiar la deuda, el déficit, el paro, el despilfarro, el crecimiento, la competencia, la justicia, la política fiscal y el mercado laboral.

Su partido ha votado contra de cuatro planes de reforma finaciera de los socialistas

Sí, porque no resolvían nada. Decían siempre era el último pero era el penúltimo. Hubo un día que el ministro de Finanzas dijo que no había dinero ni para las pensiones ni para los sueldos. Cuando oyes eso, no te puedes quedar parado. Es necesario tener patriotismo radical cuando están en una situación dramática como la de Portugal aunque debo decir que siempre supo superar todas las dificultades. Siempre que tuvimos gobiernos que no eran financieramente responsables perdimos libertad o autonomía y cuesta mucho recuperarlo. El hecho de que un primer ministro no sea capaz no quiere decir que Portugal tampoco lo sea.

Nadie duda que Paulo Portas va a ser decisivo para el próximo Gobierno. ¿Siente esa responsabilidad?

Siento que mucha gente quiere que seamos decisivos, que el partido ha pasado de la segunda liga a la principal. Es lo más novedoso de esta campaña, es el partido que mejor ha entendido la excepcionalidad de este elección. Hay mucha gente de muchas áreas políticas que va a votar por nosotros y debo entender eso, incluso los que vienen de la izquierda. Nuestras raíces son de humanismo cristiano y en una situación como ésta el partido debe tener una fuerte dimensión social. Yo no dejo que la extrema izquierda se quede con el monopolio social. Es algo muy importante para el futuro gobierno porque te da outra dimensión.

¿El partido socialista portugués está más cerca de la derecha que de la izquierda radical? ¿Formaría gobierno con el PS?

Si tenemos elecciones es porque este Gobienro no fue responsable. Yo me siento más progresivo en las áreas sociales que el PS que ha hecho mucho daño a los que menos tienen. Siempre he defendido el concepto de ascensión social. Ahora lso ricos son más ricos, los pobres más pobres y la clase media se ha empobrecido. Hay que establecer el principio de que es bueno trabajar para subir en la vida progresivamente.

¿Passos Coelho será un buen primer ministro?

Vamos a ver. Aún estamos en competición electoral. Portugal necesita un Gobierno fuerte mayoritario de cambio. Yo no he entrado en polémica con el presidente del PSD pero somos partidos distintos y estamos compitiendo

¿Espera quedarse con un ministerio decisivo?

Es una precipitación hablar de ministerios porque el pueblo todavía no ha votado. Hay que saber esperar

¿Cuál ha sido el mayor error de José Sócrates?

Su negación. No comprender la cuestión de la deuda y sus consecuencias. Yo le dije hace un año “!Salga!” y es lo que va a pasar el domingo.

¿Los portugueses han entendido lo que está pasando en vida la política?

Hay que movilizar a los portugueses con realismo y verdad, sin ilusiones. La gente no cree en la política, está harto. Hay que ser consciente de eso, ser muy humilde.

En España el PP ha logrado unos buenos resultados en las elecciones municipales y regionales. Ahora en Portugal el centro derecha también va a subir. ¿Alguna semejanza?

Son dos países diferentes con casos y situaciones concretas distintas pero hay una cosa común , la gran insatisfacción con los gobiernos socialistas.

link:  http://www.abc.es/20110604/internacional/abci-portugal-eleccion-201106040420.html

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 28/05

O discurso único de Obama em Westminster

Por Alison Roberts, jornalista ‘freelance’ britânica

A visita de Obama à Irlanda serviu para piscar o olho aos 40 milhões de eleitores americanos de ascendência irlandesa, tal como fizéramos seus antecessores, e para estabelecer uma ligação pessoal com a Europa no início de um périplo de seis dias. Como esperado, foi uma visita divertida, gerando imagens de Obama no pub da aldeia do seu antepassado, de Guinness na mão, que valem à cervejeira e ao país milhões de euros em publicidade.

A visita ao Reino Unido foi bem mais formal. Como de costume, os média britânicos focavam o estado da “Relação especial ”na área de segurança. Ainda mais comum presidente americano cujos sentimentos perante o Reino Unido estão supostamente envenenados pelo facto de o seu pai ser do Quénia, cujo povo sofreu abusos durante o colonialismo britânico.

Mas o próprio Obama utilizou esta ligação colonial no seu discurso, citando o facto de “o neto de um cozinheiro queniano no exercito britânico” hoje ser presidente, e a presença na assistência de “filhos e filhas de ex-colónias britânicas” membros do Parlamento britânico, como exemplos da força da diversidade nas sociedades dos dois países. Foi o único momento do discurso solene interrompido por aplausos. A sessão teve Lugar na parte mais antiga do complexo parlamentar de Londres, Westminster Hall, um espaço do século .XI  com estatuto mítico na história britânica. No seu discurso Obama citou a Magna Carta de 1215comoabasecomumdos sistemas dos dois países, na limitação do poder do Estado.

Foi depois disso que Westminster Hall se tornou a casa dos tribunais mais importantes da altura. Mas o evento mais marcante que ali teve lugar foi o julgamento por tirania e traição de Carlos I, em 1649:a primeira vez na história europeia que um monarca era condenado à morte. E uma marca importante para estabelecer os limites do poder da coroa.

Apesar da honra que constitui o convite para falar neste sítio – nunca antes concedida a um presidente – como sempre ficavam dúvidas do lado britânico sobre a relação. Foi um colunista com uma perspectiva singular–Roger Cohen do New York Times, americano nascido e crescido em Inglaterra– que resumiu a força da referência de Obama ao avô: “A Mancha ainda é muito mais larga que o Atlântico.”

ABC – 08/05

Portugal asume su desdicha

por Belén Rodrigo.- Corresponsal

Entradilla: Más impuestos, sueldos y pensiones congelados, menos ayudas sociales y recortes en la educación y en la sanidad. Nadie se libra de las medidas para salir de la crisis

Conocidas las medidas impuestas por las instituciones internacionales para que Portugal pueda recibir una ayuda de 78 mil millones de euros, los portugueses empiezan a hacer cuentas de lo que estos cambios van a representar para sus bolsillos. Saben que lo que viene por delante es muy duro pero inevitable y se agarran a la idea de que todo el esfuerzo que se les pide no será en vano. “Es fantástica la disponibilidad de los portugueses antes esta adversidad“, destaca el economista João Esteves Cantigas. Y es que no pasa desapercibida la actitud valiente que los ciudadanos del país vecino están adoptando ante los sacrificios que el Gobierno les pide e incluso cuando son conscientes de que el Ejecutivo es uno de los mayores culpables por haber llegado a esta situación.

Los salarios de los funcionarios se congelan hasta 2013 y se limitarán los nuevos contratos para lograr una reducción de personal del 1% anual en la administración central y del 2% en la local y regional entre 2012 y 2014. “En el 2003 ya congelaron los sueldos superiores a los 1000 euros”, dice Lino Craveiro, funcionario hace 34 años y recuerda que en el 2010 “se redujo el número de funcionarios en 20 mil” por lo que están acostumbrados a los recortes. Cree que muchas de las reformas anunciadas ahora “el primer Gobierno de Sócrates las intentó llevar a cabo pero se encontró con muchos obstáculos y no se hicieron”. Por eso la ayuda externa es “bienvenida y las imposiciones se aceptan mejor”.

El programa acordado por el Gobierno y la troika (FMI, BCE y Comisión Europa) después de varias semanas de negociaciones es muy amplio y abarca todos los campos. La Sanidad será uno de los que más perjudicados ya que el UE exige un recorte del gasto sanitario de 550 millones de euros en dos años. Se van a reducir en un 10% anual las horas extras de los médicos y los contribuyentes podrán deducir menos con los gastos relacionados con la salud.

Existe un peligro, como advierte el médico Rui Domingos, y es que los hospitales van a tener menos recursos “y afectará a los pacientes”.

Tampoco la educación tiene un futuro prometedor. Si ya el sistema educativo portugués tiene muchas deficiencias éstas aumentarán con el recorte de cerca de 200 millones de euros. “La calidad de la enseñanza va a empeorar” avisa la profesora María José Vasconcelos quien recuerda además que las familias tendrán cada vez menos posibilidades de optar por la enseñanza privada por falta de recursos.

Subida del paro

Portugal tiene una tasa del 11,1 % de paro, cifra histórica para un país que siempre ha tenido porcentajes muy bajos y se espera llegar al 13% en el 2013. El tiempo de la prestación por paro se reduce de 3 años para 18 meses con un importe máximo de 1.048,05 euros en lugar de los actuales 1.257. Además la indemnización por despido pasa de 30 a 20 días. Los jóvenes son los que más sufren las consecuencias y muchos optarán por irse al extranjero sin olvidar que en los últimos diez años emigraron 700 mil portugueses. “Para quien es joven la mentalidad a partir de ahora va a ser muy diferente”, explica Susana Marques. A pesar de ser autónoma confía en su futuro profesional porque esta crisis “va a permitir que se decida con más rigor y pueden surgir oportunidades”.

Los jubilados tendrán que hacer más sacrificios porque se reducen las pensiones superiores a 1500 euros y el resto se congelarán en el 2012, excepto las más bajas. “Vamos a sufrir mucho”, asegura el jubilado Manuel Valera. Cree que haría falta una gran reforma en el sistema de jubilaciones, “aunque es difícil porque quien puede hacerlo no está interesado”. En definitiva,

“las medidas van a afectar a todas las personas”, explica Alcira Lino, propietaria de un comercio de ropa en el centro lisboeta. “No son benéficas para el consumo”, añade, recordando además la esperada subida del IVA en algunos productos que con tasa reducida pasarán a otra superior, como es el caso de la luz.

Nadie se va a librar de los recortes y hay quien siga asimilando algunas de las medidas de las que se desconoce todavía el efecto que tendrán en la vida de las personas.

Rui Domingos

Médico

“Los cortes en la Sanidad van a ser radicales”

Rui Domingos trabaja como médico interno en cirugía ortopédica en el Hospital de San José de Lisboa. Considera que los cortes previstos en Sanidad “van a ser radicales”. Se teme que lleguen “hasta un 30% y van a tener muchas implicaciones”. Por un lado, llegará menos dinero a los centros hospitalarios, “para diagnósticos, nuevos equipamientos y reducirá los transportes para que los pacientes se trasladen a los hospitales“. Como parte positiva señala la imposición de una tasa máxima de beneficio para las farmacias “y el incentivo al uso de los medicamentos genéricos”. Otras medidas afectarán más directamente a los médicos, “los cortes del 10% en las horas extraordinarias” y el corte en las admisiones. Una clase especialmente perjudicada porque “en Portugal se creó la imagen de que el médico era un lobby, somos los patitos feos”. Reconoceque aunque vienen tiempos difíciles, “algunas medidas eran necesarias”.

Maria José Vasconcelos

Profesora

«Sufrirá la calidad de la enseñanza»

Ejerce la profesión de maestra de infantil en la Fundación Don Pedro IV desde hace 20 años y cree que las medidas de austeridad dañarán la calidad de la enseñanza, en especial al departamento de apoyo a los niños con necesidades especiales. «Las personas tienen miedo de la crisis porque nos va a traer recortes a todos los niveles», subraya. Recuerda también que existen pocas plazas públicas para los niños de 3 a 6 años, que van a clase todos juntos

Susana Marques

Periodista

“Los políticos van a tener que acompañar el cambio de mentalidad de los portugueses”

Pronto nacerá su primer hijo y esta periodista de 37 años ya ha sentido los recortes en los apoyos sociales “a los que no he tenido derecho”. Trabaja para varios medios con el modelo portugués de “recibos verdes” y sabe que los próximos años van a ser muy difíciles pero “el esfuerzo no será en vano”. El bebé traerá más gastos y desconoce el efecto que tendrán algunas de las medidas que considera “necesarias”. Asegura que “los políticos van a tener que acompañar el cambio de mentalidad de los portugueses”.

Lino Craveiro

Funcionario

“Las medidas no son tan draconianas como se esperaba”

Lleva trabajando 34 años como funcionario y ha vivido otras épocas de recortes además de tener el sueldo congelado desde hace años. Tras la dimisión del primer ministro reconoce que hubo “semanas de mucha incertidumbre por lo que venía” y ya conocidas las medidas “sentí un cierto alivio porque son duras pero no tan draconianas como se esperaba”. No cree que haya exceso de funcionarios en Portugal pero reconoce que están mal distribuidos.

Manuel Varela

Jubilado

“La vida para muchos jubilados va a ser pésima”

Se jubiló a los 65 años y en estos últimos seis sigue trabajando (permitido por ley en Portugal) lo que le permite llegar a fin de mes. “Las jubilaciones son muy pequeñas y si nos quitan más la vida para muchos jubilados va a ser pésima”. Espera muchas dificultades hasta el 2015 y se queja de las jubilaciones acumuladas de políticos que siguen en activo.

Alcira Lino

Comerciante

“Muchos comercios van a cerrar”

En los últimos meses su tienda de ropa ha bajado las ventas del 30 al 40% y espera que siga el descenso porque se va a frenar el consumo. “La situación es pésima porque las medidas no son buenas para el consumo y muchos comercios van a cerrar”. Se queja del exceso de funcionarios en un país tan pequeño como Portugal y cree que el Estado gasta demasiado.

Link:http://www.abc.es/20110508/economia/abcp-portugal-asume-desdicha-20110508.html

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 21/05

Os indignados del sol

Por Belén Rodrigo, correspondente ABC

Na última semana da campanha para as eleições municipais e regionais de Espanha, o movimento 15-M é o grande protagonista. Desde o passado domingo, estudantes, reformados, desempregados, trabalhadores em condições precárias estão acampados na emblemática Puerta del Sol . Pessoas muito diferentes com um mesmo grito: a sua indignação pela situação de Espanha. Queixam-se do sistema político, económico e social do seu país onde têm cada vez menos oportunidades para viver dignamente. Depois de mobilizações por todo o país, os olhares estão concentrados na praça madrilena.

Quem são os indignados? “É um movimento imparável que vai trazer mudanças profundas”, explicam os porta-vozes. Os rostos deste movimento mudam porque ninguém quer o protagonismo. A sua origem está nas redes sociais, e depois os meios de comunicação tradicionais estão a ajudar à sua divulgação. Várias plataformas estão por detrás desta iniciativa promovida nomeadamente por Democracia Real Ya. Mas são muitas as perguntas que surgem quando se procura perceber o que está a acontecer. Os partidos políticos tentam analisar o significado deste protesto sobre o qual cada um tem a sua teoria. Dentro do Partido Popular, alguns acusam o PSOE de estar por detrás do 15-M, e a Esquerda Unida diz que são parte do seu partido e pedem-lhes o voto. A presidente da Comunidade de Madrid, Esperanza Aguirre, teme que a esquerda manipule este movimento, enquanto o ex-primeiro-ministro Felipe González fala do espírito espontâneo das revoltas árabes. Entre as suas propostas está a eliminação de privilégios na classe política, mais liberdade e uma democracia participativa. Exigem uma redução do desemprego e consideram necessária a aplicação de medidas como a redução da jornada laboral ou a conciliação.

O que realmente preocupa agora a classe política é saber quem o 15-M vai prejudicar ou beneficiar mais. Alguns analistas acham que nenhum partido vai ficar com os votos dos manifestantes e, em geral, consideram que o PSOE pode ser mais prejudicado por ser o partido do poder. Não há muitos manifestantes do PP e sim muitos do PSOE que estão a ser muito críticos com o Governo.

Outra das incógnitas é saber o que vai acontecer no dia depois das eleições com este movimento. Eles garantem que não há volta atrás, mas parece difícil que venham a ter sucesso quando não existir um objectivo concreto e palpável. Querem mudar o mundo, mas não sabem como. É um objectivo difícil, mas não impossível.

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 14/05

Jornalistas querem fazer perguntas

Por Begoña Iñiguez, correspondente da Rádio Cadena Cope

Em Espanha, já em plena campanha eleitoral paras as eleições municipais e autonómicas de 22 de Maio, durante apenas 12 dias, quase seis mil jornalistas em actividade na maioria das televisões, rádios e jornais do país assinaram um manifesto contra as conferências de imprensa sem perguntas.

O chefe do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, vários membros do Executivo socialista e o líder da oposição, Mariano Rajoy, do Partido Popular, tornaram habitual esta prática, para desespero dos profissionais da informação. O documento foi subscrito, entre outras entidades, pela Federação das Associações de Jornalistas de Espanha, pela Associação da Imprensa de Madrid e pelo Conselho dos Serviços Informativos da Televisão Pública Espanhola.

A 3 de Maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, Elsa González, presidente da FAPE (a organização profissional de jornalistas mais relevante de Espanha), pediu aos poderes públicos que abandonem “toda a intenção de limitar o exercício do jornalismo” e incentivou os editores dos meios de informação a não enviar os seus jornalistas a conferências de imprensa, ou aparições públicas, sem direito a perguntas. Na sua opinião, esta actuação dos políticos constitui “um dos atropelos mais prejudiciais” para a liberdade de imprensa. “Se cedermos, acabaremos por prejudicar a liberdade de informação”, afirmou.

O protesto chegou também com força às redes sociais, como o Twitter, onde se criou um movimento contra as declarações de políticos sem direito a perguntas. Apesar de o mais importante, na opinião da presidente da FAPE, é que isto “tenha sido um abalo para toda a classe política e para os próprios jornalistas”. As últimas aparições dos políticos espanhóis, de qualquer cor política, confirmam que estão a ponderar melhor fazer declarações públicas não sujeitas a perguntas dos jornalistas.

Elsa González assinala também que “a FAPE não tem conhecimento de que nas últimas semanas se tenha convocado alguma conferência de imprensa em Espanha sem perguntas”. E acrescenta que “com estas iniciativas os jornalistas sentem-se mais fortes e protegidos para fazer o seu trabalho”. Todas as associações de jornalistas espanholas aderiram ao protesto.

ABC – 12/05

Artur Barrio: “Mi trabajo no es un arte oficial, no forma parte del sistema”

Por Belén Rodrigo

De escala en Vila Nova de Gaia (Oporto), procedente de Brasil y camino de Venecia, Artur Barrio tuvo ayer un feliz despertar con la llamada del Ministerio de Cultura español para comunicarle que le había sido concedido el Premio Velázquez de Artes Plásticas 2011, dotado con 125.000 euros. «No estoy muy agarrado a los premios», comienza por decir a ABC el artista, «y después de 44 años de profesión será muy importante para dar a conocer mejor mi trabajo». «Como persona civilizada —añade—, estoy muy agradecido por este galardón». Un premio que en 2010 fue atribuido a la artista colombiana Doris Salcedo.

Nacido en Oporto, dejó su país natal en la época de la dictadura de Salazar porque su padre era industrial y se instaló en Brasil, aunque posteriormente recorrió muchos países de Latinoamérica. Según el comunicado del Ministerio, el jurado, presidido por la directora general de Bellas Artes, Ángeles Albert, ha galardonado al artista por «la construcción de una poética radical, que produce una relación y un eco con la situaciones políticas y sociales. Por la universalidad de su lenguaje, desarrollado a través de unos materiales no convencionales, crudos, perecederos y degradables. Por la radicalidad del uso que hace de los mismos, dentro y fuera de la institución del museo».

Belleza inesperada

Artur Barrio dice tener una propia forma de entender el arte: «No soy ni un crítico ni un artista plástico, soy una persona con una visión del mundo, de las cosas, y en mi trabajo quiero mostrar mi crítica al mundo». Él mismo es consciente de que su trabajo «no forma parte del sistema del arte». Esa visión «extremadamente crítica» se basa en su principio de universalidad del hombre. «La falta de información marca la diferencia del hombre porque somos muy iguales los unos a los otros», subraya.

Desarrolla su trabajo a través de acciones, performances, instalaciones, vídeo, explora lo efímero y transitorio y busca la aparición de una belleza inesperada. «Tengo contacto con varios elementos que están en nuestro sistema», aclara, y no duda al afirmar que «el mar es mi mayor fuente de inspiración». Los materiales que utiliza en sus obras son casi siempre efímeros y precarios y la mayoría de su trabajos no se pueden guardar en museos o colgarse en las paredes. «No hago cosas que se puedan transformar», dice Artur Barrio, «soy creativo y me gusta experimentar, creo en el momento».

Tal y como matiza, «no empaqueto mi trabajo». Carne y pescudo crudo, sal, pan, sangre y un largo ecétera de materiales entre los que si tiene que elegir uno, se queda con «el polvo de café, me encanta trabajar con él». Una de sus obras más conocidas es la titulada «Livro de carne», un pedazo de carne cortado en forma de libro que después de unos días se descompuso delante del público y tenía que reponerse cada tres días. Una obra que participó en exposiciones en París y en la Bienal de San Paulo.

El artista luso hace una llamada a la creatividad del ser humano («el hombre se tiene que reinventar para vivir») y recuerda que la crisis «es una invención del hombre, al igual que la no crisis, nosotros tenemos que solucionar los problemas». Artur Barrio está muy centrado en su próxima participación en la Bienal de Venecia, donde «no sé todavía lo que haré», y espera participar en una exposición en el Reina Sofía como parte del premio que recibirá en el próximo mes de julio.

Link: http://www.abc.es/20110511/cultura-arte/abci-entrevista-artur-barrio-201105110258.html 

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 07/05

Os benefícios do lixo

Por Anete Costa Ferreira, jornalista da revista “Para+”

O acumular do lixo nas cidades brasileiras despertou a atenção dos autarcas que criaram programas para tornar as urbes limpas e saudáveis. Apresentaram alternativas aos moradores que fizessem uma recolha selectiva poderiam trocar o lixo por sacos cheios de comidas, material escolar ou bilhetes de transportes públicos. Resultado: todas as ruas ficaram limpas.

Para consciencializar o trabalhador do mar fizeram um acordo com os pescadores, dizendo que lhes pertencia todo o peixe pescado. Nos dias em que a pesca não estivesse boa eles recolheriam o lixo e a Câmara compraria o considerado útil. A resposta é que as baías estão limpas, possibilitando o aumento de cardumes.

Os papéis, plásticos, vidros, metais e lixo orgânico, previamente separados, são vendidos às indústrias de reciclagem ou a sucateiros. A recolha é feita a domicílio, em pontos de entrega voluntária, em postos de troca e por catadores.

As indústrias de reciclagem produzem papéis, folhas de alumínio, lâminas de borracha, fibra e energia eléctrica, gerada com a combustão. Experiência única no Brasil e a transformação de lixo em blocos de cimento para a construção de casas populares e crédito de carbono.

Na reciclagem de latas, o Brasil é campeão, recolhendo anualmente 160 mil toneladas. O plástico Pet (Polietileno Tereftalato, versátil, barato e farto beneficia desde o grande fabricante ao empreendedor. Sua reciclagem favorece o ambiente pois as garrafas Pet Levam cem anos a decompor-se.

A recolha do lixo originou a criação de cooperativas e associações para orientarem os catadores que trabalham na catalogação de papéis, ferro, alumínio, esferovite e latas, material depois reutilizado como fonte de energia.

A Lei 12305/2010, obriga as empresas a montar um esquema para recolher e dar destino correcto ao lixo, por actividades. É um dos maiores desafios actuais com centenas de organizações que têm criado projectos que aliam sustentabilidade económica e social.

O Governo esclarece a população sobre os benefícios da reciclagem mostrando que contribuir para reduzir a poluição do solo, água e ar, melhorar a produção de componentes orgânicos e prolongar a vida de aterros sanitários, depende da limpeza da cidade.

ABC – 06/05

The Gift: “Existe un nuevo Portugal colorido”

Por Belén Rodrigo,

“Explode” es el quinto disco de la banda portuguesa The Gift, que actúa este sábado en Circo Price. Nuno Gonçalves, músico y compositor, lleva dos años viviendo en Madrid, donde han grabado su último trabajo. Con él pretenden tranmitir positivismo y mucha confianza. Es una explosión de música y colorido.

- Por qué Explode, ¿rompe con todo lo anterior del grupo?

- El sonido de The Gift estaba muy basado en cuerdas, voces muy melodramáticas de Sonia (la vocalista) y coros. Necesitábamos empezar de nuevo sin referencias anteriores para que fuese un balón de oxígeno para nuestra carrera. Y Explode se refiere también a la explosión de color que buscamos con este disco, de positivismo, es nuestro disco más luminoso y más iluminado. Apunta tendencias para el futuro y es muy ecléctico, es nuestro disco más completo.

- ¿No es muy arriesgado?

- Nuestro público está acostumbrado a que no hagamos más de lo mismo, querían esto. Y el disco está funcionando muy bien, por primera vez en nuestra historia somos número uno de ventas en Portugal.

- Han pasado cinco años desde “Fácil de entender”, ¿ demasiado tiempo?

- Un disco nuevo debe tener una filosofía, letras y concepto nuevo, todo tiene que cambiar y ese proceso relativo lleva tiempo. La palabra Explode está en mi cabeza hace tiempo.

¿ Qué encontramos en Explode?

- Explosión de color, positivismo, basado en melodías de piano y guitarras, Sonia asume un protagonismo más camaleónico, cambia mucho en cada canción. Sonia se redescubre. La gran batalla de este disco era conseguir que Sonia fuera más allá de sus potencialidades.

¿Qué aporta Madrid a este disco?

- Conseguimos llevar a Madrid lo mejor de nuestros estudios de Alcobaça y Londres. Estuvimos 24 horas sobre 24 horas trabajando en el disco, ensayamos mucho. En cuatro meses salimos una única noche, en Halloween (risas). Eso nos permitió concentrarnos.

¿ Hay algún sonido español en este disco?

Todo el disco fue compuesto en Madrid, donde he encontrado mucha tranquilidad Hace dos años, cuando estaba escribiendo Made for you, me di cuenta que estaba aplaudiendo como si fuese flamenco, es una influencia directa. El flamenco más puro me gusta, su originalidad y su fuerza.

-¿ Cómo os gusta que os clasifiquen?

Dicen que nos parecemos mucho con Arcade Fire, y aunque nos gusta no encuentro una influencia directa en la sonoridad de The Gift. Tenemos un estilo propio, una voz muy potente, y la forma de construir las canciones nos sirve para conquistar al público.

¿ Es el mejor momento de The Gift?

Sí, pero tengo una sensación muy positiva en relación a lo que viene. La edad te da tranquilidad para saber cuál es tu momento. El trabajo de un músico no se limita al disco, es importante explicar de dónde vienes, lo que haces. Tenemos 17 años de historia, venimos de un pueblo que no tenía tienda de música, con cinco mil habitantes. Mi hermano John y Sonia y Miguel, mis amigos desde los cinco años, empezamos a tocar en un ático y no en un garaje. Tenemos una manera familiar de resolver los problemas aunque no los podemos evitar. Tenemos una historia de vida juntos.

- Portugal necesita mucho positivismo

-Hay que tener confianza, el portugués se relaja mucho y no se valora a sí mismo. Existe un nuevo Portugal más colorido y las artes son fundamentales para ello. Fado es noche y no hay ninguna ciudad que tenga más luz que Lisboa. Pero estamos muy orgullosos de ser portugueses y nunca sonaríamos igual si viniésemos de Nueva York. Nuestras raíces están muy presentes en nuestra música.

link: http://www.abc.es/20110506/cultura/abcp-musica-20110506.html

Manoel de Oliveira recebe homenagem em Lisboa

por Thiago Mourão

Homenageado na última Quinta-Feira (28), Manoel de Oliveira, 102 , teve seu nome atribuído a uma das salas do cinema São Jorge. “Estou muito sensibilizado e é algo que nunca esperei, não sou o melhor, sou sim o mais velho cineasta”, disse o diretor.

A cerimônia, fez parte da programação do FESTin 2011, contou com a presença do presidente da Câmara de Lisboa, Antônio Costa, que junto de Manoel de Oliveira, acompanhado da mulher, Maria Isabel Carvalhais, inauguraram a placa que agora nomeia a sala 1 do Cinema São Jorge, em Lisboa.

A vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto que fez o discurso inicial disse que esta é “uma homenagem da cidade e da câmara ao diretor português”.

Após a homenagem foi exibido o filme “O Estranho caso de Angélica” (2010), última obra do diretor portuense. Um dos atores do filme, RicardoTrepa, estava presente na cerimônia.

O evento contou também com a presença do presidente da Assembléia Municipal de Lisboa, Simonetta Luz Afonso, os diretores João Botelho e Lauro Antônio, os atores Leonor Silveira e Luís Miguel Cintra, e a diretora da Cinemateca Portuguesa, Maria João Seixa.

ABC – 01/05

“ Nos adelantamos a la crisis, sin pensarque iba a ser tan larga”

por Belén Rodrigo

“Crecer poco a poco, diversificar e invertir en la marca y en la calidad”, las claves del éxito de un grupo español de bandera

La sexta generación de la familia Osborne sigue al frente del grupo alimentario y bodegero que es toda una referencia dentro y fuera de España. A Tomás Osborne le ha tocado dirigir la empresa en tiempos de crisis, pero no es la primera ni será la última a la que sobreviven. Una vez más se han sabido defender y gracias a ella han dado el salto a nuevos mercados. EE.UU. se ha convertido en el futuro de un grupo familiar que no cierra las puertas a nuevas inversiones.

—Inauguran un Mesón 5J en Lisboa coincidiendo con el pedido de ayuda externa de Portugal. ¿Es una apuesta arriesgada?

—Ahora más que nunca hay que ayudar a Portugal. Para nosotros es un mercado importante, junto con Italia es el país que más jamón nos compra, y no tiene sentido echarse para atrás. Ya estaba todo montado y el miedo en estos casos no ayuda.

—Sus pasos en el mercado luso son firmes, pueden presumir de conocer muy bien el mercado portugués.

—Estamos presentes desde los años 70 y tenemos muy buenos clientes, entre los más conocidos está Ramiro o Siete Mares, por citar algunos. Con la apertura en 2001 de El Corte Inglés en Lisboa aumentamos mucho el consumo de nuestros productos en Portugal. Con el nuevo mesón esperamos ser un punto de referencia, de peregrinación de la colonia española tan importante y numerosa que hay en Lisboa y que tanto aprecia el buen jamón.

—¿Será el primero de más mesones en Portugal?

—Podría ser, es algo que se irá estudiando. Tenemos un acuerdo con El Corte Inglés para abrir mesones en otros centros y ellos tienen otro en Oporto y otras tiendas Gourmet.

—Parece que la crisis no afecta mucho al grupo Osborne…

—En 2008 vimos que la crisis era real e hicimos un importante esfuerzo para crear sinergías dentro del grupo que nos permitiesen ahorrar. Estamos creciendo en el mercado internacional y además hemos cerrado a comienzos de año la venta de Solán de Cabras por lo que este año esperamos unos beneficios mayores. Pero la crisis sí nos ha afectado mucho aunque nos hemos apoyado en la exportación, que nos ha motivado para dar el salto a otros países.

—¿Consigue ver el fin de esta crisis?

—Nunca pensamos que fuese tan larga y profunda pero afortunadamente hicimos bien las cosas. Ya se va viendo la luz, por lo menos en lo que se refiere al mercado del jamón. En 230 años de existencia hemos visto muchas crisis y por eso no hacemos locuras.

—En tiempos de crisis, ¿resulta más difícil tener a la familia (los accionistas) contentos?

—Podría ser (risas). Pero hasta ahora la cosa ha ido bien, con mucha comunicación y transparencia.

—¿Echan de menos políticas que ayuden a las empresas en estos momentos de tanta dificultad económica?

—Siempre se echan de menos, claro, y con las autonomías es especialmente duro. Algunas de ellas no quieren ni oírnos. No saben los problemas que tenemos las empresas y ni nos reciben para poder explicarlos para que el beneficio sea para las dos partes. No me quiero pronunciar más sobre este tema, simplemente resaltar que hay comunidades autónomas que ni siquiera nos oyen.

—¿Cuál es la clave del éxito del Grupo Osborne?

—Crecer poco a poco y diversificarnos. Nos hemos adelantado a la crisis. Hay que tomar decisiones antes de que el mercado esté mal. Hemos invertido en la marca y en la calidad, es difícil pero hay que hacerlo. En 2008 realizamos un ejercicio interno de reestructuración y algún ajuste. Eso nos permitió empezar el 2009 con fuerza y con un ahorro de 21 millones. Conseguimos mantener el núcleo fuerte del personal y replanteamos todas las áreas, desde producción, logística, distribución, exportación …utilizamos mejor nuestros recursos. Y a pesar de todos los contratiempos tenemos la inquietud de seguir creciendo, aunque siempre en función del mercado.

—¿Van a diversificar más?

—Dividimos nuestro negocio en ibéricos, vinos, bebidas espirituosas y nuevos negocios. Estamos siempre abiertos a nuevas inversiones, las estudiamos, pero las meditamos bien. Por ejemplo, nunca hemos entrado en el mercado inmobiliario porque nos ha parecido una inversión insegura, y menos mal, porque ahora es un sector muy castigado.

—En el ejercicio 2010 apostaron por China y ahora atacan Estados Unidos.

—Es nuestra gran apuesta y es muy ambiciosa. Queremos poner de moda el jamón serrano en Estados Unidos. Es el momento y el consumidor lo está demandando. Es un país que crea tendencias y ahora está muy arraigada la cultura del «slow food». Estados Unidos es el futuro, debemos introducir el jamón con una política seria y sensata.

—¿Cree que el norteamericano es un mercado difícil?

—Sí, por ser grande y diferente de un Estado a otro. Pero dependerá sobre todo del factor suerte que en todos los negocios pesa una barbaridad. Y de acertar con el distribuidor.

—¿Y después de Estados Unidos, dónde irá el Grupo Osborne?

—Allí tenemos para rato. Queremos afianzarnos y como es un mercado tan grande hay mucho que hacer. Ya hemos enviado las primeras paletas y los primeros jamones y vamos a ir creciendo en el canal horeca y después iremos a las grandes superficies. La exportación del jamón ibérico representa el 15% del negocio y esperamos que Estados Unidos nos ayude a llegar en el ejercicio 2013 al 20%.

—¿Siguen recibiendo pedidos para colocar más toros en las carreteras?

—Sí, es cierto, los ayuntamientos lo solicitan y lo estudiamos bien porque es una gran inversión y queremos que sea rentable. Hemos colocado uno recientemente en Melilla y estamos encantados. No queremos al toro politizado, cuando se tira uno abajo nos molesta mucho.

—¿Por qué vender Solán de Cabras?

—Hemos hecho crecer a la marca durante ocho años y surgió ahora una buena oportunidad. Es una marca maravillosa con la que hemos innovado, creando por ejemplo la botella azul. Estoy seguro que Mahou-San Miguel va a poner Solán de Cabras por las nubes. Ahora estamos centrados en negocios tradicionales de la casa.

—¿Esta decisión está relacionada con el fin del acuerdo de Osborne con los portugueses de Sumol-Compal?

—No, aunque es cierto que el acuerdo se estableció por Solán de Cabras. Fue una experiencia muy interesante que nos permitió llegar a nuevos consumidores y con la que desarrollamos nuevos productos, como las monodosis de fruta Essencial de Compal. Además distribuimos marcas en conjunto. Pero cuando reorganizamos la empresa entendimos que nos queríamos centrar en el agua y por eso desinvertimos en la sociedad creada. Fue una decisión de estrategia de grupo.

—¿Se ha llegado a cansar de comer jamón?

—Nunca, me canso de beber la cerveza o el vino, pero no de comer un buen jamón.

—¿Qué beneficios esperan en 2010?

—A final de mayo esperamos tener lista la facturación de 2010. En 2009 facturamos 247 millones, con 36 millones de ebitda, un 6,5% más. Para 2010 esperamos cifras similares y las previsiones para este año son positivas.

—También se han lanzado al mercado on-line...

—Sí, es un proyecto reciente en el que se pueden comprar productos y adquirir servicios para usufruir dichos productos. Por ejemplo, un cortador de jamón, que va al lugar solicitado y tiene muy buena aceptación porque mucha gente compra una paleta pero no saber cortarla.

link: http://www.abc.es/20110501/economia/abci-entrevista-osborne-201104291125.html

Diário de Notícias – Coluna Visto de Cá – 30/04

Em busca do “Sonho Brasileiro”

Por Juliana Iorio, jornalista “freelance”

Todo português tem um amigo, ou conhece alguém, que já emigrou. E ultimamente um dos países mais cotados pela mais recente vaga de emigrantes portugueses é o Brasil.

A crise económica que afecta Portugal desde 2008 tem feito com que muitos portugueses emigrem em busca de melhores condições de vida. A facilidade da língua e o histórico migratório que Portugal tem com o Brasil, para além do crescimento económico deste país nos últimos anos, são alguns dos motivos que fazem com que muitos escolham começar uma “vida nova” em terras brasileiras.

Porém, ao contrário do que aconteceu no passado, quando os portugueses que chegavam ao Brasil tinham pouca, ou nenhuma, escolaridade, actualmente os portugueses que emigram possuem uma sólida formação académica. Trata-se de uma mão-de-obra especializada, cada vez mais necessária num país em franco desenvolvimento.

Em 2010, cerca de 1500 vistos de trabalho foram concedidos à cidadãos de nacionalidade portuguesa. Só nos primeiros três meses deste ano, mais 500 vistos já foram expedidos. São engenheiros, arquitectos e técnicos de plataforma de petróleo que representam a maior parte dos “cérebros” que têm saído de Portugal rumo ao Brasil. Trata-se de uma migração feita de uma forma mais ordenada, onde estes profissionais emigram já com trabalho garantido, ou para estudar, e, portanto, é um tipo de migração que foge aos padrões (onde, normalmente, pessoas com menos qualificação, e muitas vezes sem visto, saem de países menos desenvolvidos com destino aos países mais desenvolvidos).

Com trabalho garantido e salários “aquecidos”, a tendência é de que, pelo menos nos próximos anos, o Brasil continue a estar na rota dos portugueses que pretendam emigrar. Porém, importa salientar que nem tudo são flores… Para além das grandes diferenças culturais e do afastamento de familiares e amigos a que a imigração obriga, os portugueses têm encontrado grandes dificuldades para terem os seus diplomas reconhecidos no Brasil. Esta burocracia, que aliás o Brasil herdou de Portugal, pode constituir “um entrave” à entrada dos profissionais portugueses neste país. De qualquer forma, actualmente, nada é suficientemente forte para demover os portugueses que estão em busca do “sonho brasileiro”.

2º edição do FESTin tem Portugal em destaque

por Thiago Mourão

O FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, inicia sua 2ª edição no dia 26 de Abril com duração até o dia 1º de Maio, no Cinema São Jorge, em Lisboa.

O Festival tem como objetivo fomentar a interculturalidade, a inclusão social  e o intercâmbio cultural entre os países de língua portuguesa, através da divulgação das diferentes culturas e práticas de respeito à diversidade presente nos povos de Língua Portuguesa.

Na edição de 2011, Portugal será o país homenageado. Já o diretor Manuel de Oliveira dará nome à sala 1 do Cinema São Jorge, em uma cerimônia que contará com a presença do prestigiado realizador português e de Antônio Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, no dia 28 de abril às 19h. Após a cerimônia será exibido o filme mais recente do diretor, O Estranho Caso de Angélica.

Em 2011 o FESTin inicia-se com a projeção do filme Lixo Extraordinário, uma co-produção brasileira e inglesa dirigida por João Jardim, Lucy Walke e Karen Harley, produzida pelo diretor brasileiro, Fernando Meirelles. Lixo Extraordinário, nomeado para o Óscar de Melhor Documentário, terá sua primeira apresentação em Portugal, e contará com a presença do artista plástico Vik Muniz e de João Jardim.

O Festival terá atividades paralelas como mesas redondas e debates, para a discussão entre cineastas e estudantes.

Adriana Niemeyer, diretora do FESTin, realça que o caráter itinerante do festival ainda não está completamente concretizado, porém a organização mantém o objetivo fazendo parcerias para levar “uma pequena” mostra do festival, “a partir do segundo semestre”, a alguns países africanos (São Tomé e Príncipe e Moçambique), ao Brasil e também a países que não falam português, como por exemplo a Turquia.

Mais informações sobre o festival: http://festin-festival.com/

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